Cultura

Festival Visões Periféricas

O Festival exibe 78 filmes brasileiros, sendo nove de Mato Grosso

Mato Grosso está fortemente representado no Festival Visões Periféricas, que ocorre presencialmente no Cine Estação NET Botafogo, Rio de Janeiro, até esta segunda-feira (6) e on-line na terça (7) e quarta-feira (8) pelo site www.visoesperifericas.org.br e já disponível na plataforma Itaú Cultural Play, também até dia 8. Toda a programação é gratuita.

No sábado (4), dois curtas de MT participaram da programação presencial e competitiva do Visões Periféricas: a ficção “Fábrica de palavras” (2022, 21’), de Ronaldo Adriano, e o documentário “Ana Rúbia” (2022, 15’), de Diego Baraldi e Íris Alves Lacerda. Além de estarem sob votação pelo júri técnico, esses dois curtas serão difundidos on-line e gratuitamente nos dias 7 e 8 de março pelo site do Festival, com votação pelo júri popular (assista e participe!).

O Festival Visões Periféricas exibe 78 filmes de todas as regiões do Brasil (nove são de Mato Grosso), em todos os formatos: curta, média e longa-metragem. O esforço da curadoria, pioneira no país, é privilegiar temáticas e filmes produzidos por realizadores que vivem nas múltiplas periferias brasileiras: sociais, territoriais e existenciais. A iniciativa conta com a presença dos realizadores e debates depois das sessões presenciais.

Outros dois curtas de MT participam da programação on-line do Festival, que está sendo difundido na Plataforma Itaú Cultural Play (acesso mediante cadastro gratuito na plataforma): a ficção “A velhice ilumina o vento” (MT, 2022, 20’), de Juliana Segóvia, e o documentário “Hermanos, aqui estamos” (MT, 2021, 24’), de Jade Rainho.

Mato-grossenses homenageados

O cineasta Takumã Kuikuro e a Kaitsu Filmes Produções/Coletivo Kuikuro são os grandes homenageados desta edição do festival, que acontece presencialmente até esta segunda-feira (6), no Rio de Janeiro. Como parte das homenagens, foram exibidos cinco filmes no Cine Estação NET Botafogo: “Nguné Elü: o dia em que a lua menstruou” (Takumã Kuikuro & Maricá Kuikuro, MT, 2004, 28’), “Kagaiha Atipügü – pele de branco” (Takumã Kuikuro e Marrayury Kuikuro, MT, 2012, 25’), “Ete London – Londres como uma aldeia” (Takumã Kuikuro, Londres/MT, 2015, 20’) e “Território Pequi” (Takumã Kuikuro, MT, 2021, 22’) e o longa “As hiper-mulheres” (Takumã Kuikuro, Leonardo Sette & Fausto Carlos. MT, 2011, 80’).

“Takumã, cineasta da etnia Kuikuro, é um dos realizadores indígenas mais importantes da já vasta trajetória recente do que convencionamos nomear Cinema Indígena no Brasil. Reconhecido internacionalmente, Takumã cresceu na Aldeia Ipatse, localizada na Reserva Indígena do Xingu, em Mato Grosso, e, com apenas 18 anos, foi apresentado ao fazer cinematográfico através do projeto Vídeo nas Aldeias, coordenado por Vincent Carelli; programa de formação de jovens cineastas indígenas, com mais de 40 anos de atuação em diversos territórios ameríndios”, aponta Iulik Lomba de Farias, cineasta e antropólogo, em texto publicado no catálogo do Festival.

Serviço
16º Festival Visões Periféricas, com exibição de nove filmes mato-grossenses.
Data: Até quarta-feira (8)
Local: Presencial, no Cine Estação NET Botafogo (RJ); on-line, pelo site do Festival ou pela plataforma Itaú Cultural Play
Entrada gratuita
Mais informações: www.visoesperifericas.org.br
 

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