O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho (DEM), que retornou à Presidência da Casa de Leis depois de afastamento para tratamento de saúde, informou, na segunda-feira (21), que as sessões plenárias serão mantidas em todas as quartas-feiras de cada semana. “Vamos dar continuidade aos trabalhos da Casa de Leis, não tem grande expectativa de matérias polêmicas. Vamos continuar como vínhamos fazendo e o João Batista estava conduzindo muito bem durante essa minha ausência da Presidência da Assembleia”.
Segundo Botelho, “o João Batista foi excepcional, demonstrou capacidade, sobretudo de liderança. Ele liderou bem, coordenou muito bem e não fez nada fora do normal”, disse o presidente sobre a condução da presidência da ALMT durante sua ausência.
“Vamos manter as três sessões na quarta-feira, principalmente agora que vai entrar o período eleitoral. Por isso, vamos manter as sessões nas quartas-feiras. Nas últimas sessões já não tivemos quórum suficiente de deputados em plenário. Então, se continuar isso, ou seja, a falta de quórum, vamos marcar uma sessão de mutirão para limpar a pauta”, adiantou.
Sobre a impressão que teve por conta da visita ao Pantanal mato-grossense, no fim de semana, na comitiva de deputados estaduais, federais e senadores, para ver a área que sofre com as queimadas, o presidente da Assembleia disse que foi uma das piores possíveis. “A imagem é muito ruim, muita queimada, muita fumaça, muita destruição, muitos animais perecendo por falta de água, porque queimou tudo, secaram os lagos, então, além da queimada, os animais estão sofrendo por falta de água”, relatou.
Conforme Eduardo Botelho, “esse trabalho é para agora, independentemente do período eleitoral. Eu já vou convocar o Colégio de Líderes para discutir com os deputados a criação de uma comissão que vai trabalhar junto com a Câmara Federal, para elaborar leis federais e estaduais, um Estatuto do Pantanal, para que isso que ocorreu este ano não aconteça mais. A gente nunca mais vai ouvir falar disso. Esse vai ser o nosso grande trabalho daqui para frente”.
PRESERVAÇÃO DO BIOMA
De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 2020 já registra o maior número de focos de queimada da história do mês de setembro, somente na primeira quinzena com 5.600 focos de incêndio. Antes, os dados alarmantes eram de 2007, quando o recorde ficou em 5.498 focos registrados.
O deputado Eduardo Botelho defendeu o trabalho em parceria da ALMT com o Congresso Nacional para a criação do Estatuto do Pantanal permanente, promovendo ações de proteção ao meio ambiente para que as tragédias como ocorrem atualmente, com inúmeros focos de queimada, não se repitam no bioma.
Botelho percorreu trechos afetados do Pantanal, no sábado (19), junto com a Comissão Externa do Senado Federal e Câmara dos Deputados, criada para acompanhar as ações de enfrentamento aos incêndios na região do Pantanal, presidida pelo senador Wellington Fagundes (PL).
“A destruição é muito grande. Então, vamos trabalhar para criarmos o estatuto estadual e nacional permanente do Pantanal, para instituir obrigações às pessoas que vivem no Pantanal, aos empresários, para o estado e União, para que venham a tomar providências urgentes e, quando começar algo assim, não chegue nesse nível, porque podemos perder até 30% da fauna e flora do Pantanal”, alertou Botelho.
Para ele, a falta de planejamento culminou no resultado negativo. “A atuação deveria ser no início das queimadas para não tomar proporções gigantescas e até vergonhosas para nós mato-grossenses e até para o Brasil, mostrando nossa incapacidade de cuidar da nossa casa, do nosso meio ambiente”, afirmou Botelho, ao assegurar empenho da ALMT nas ações.
Botelho disse que observou o quanto o fogo prejudicou a região e citou que a maior preocupação é a falta de água, pois boa parte dos reservatórios naturais está vazia e isso prejudica ainda mais a situação dos animais e moradores, diante do longo período de estiagem.



