2 de maio de 2026 - 18:12

Setor florestal de Mato Grosso movimenta R$ 1,6 bilhão em 2024 e se consolida na economia verde

Foto: Sedec-MT

Relatório da Sedec mostra predominância da extração de florestas nativas, avanço das florestas plantadas e destaque do Estado no cenário nacional e nas exportações de madeira.

As florestas nativas e plantadas de Mato Grosso geraram cerca de R$ 1,6 bilhão em produção econômica em 2024, consolidando o setor florestal como um dos principais pilares da economia verde do Estado, segundo dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT).

De acordo com o Relatório da Produção Florestal de Mato Grosso, elaborado pelo Data Hub da Sedec com base na Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura do IBGE, 64% do valor movimentado no Estado teve origem na extração vegetal de florestas nativas, enquanto 36% vieram da silvicultura, relacionada às florestas plantadas.

O resultado contrasta com o cenário nacional, onde a silvicultura responde por 84,1% da produção econômica florestal brasileira, que somou R$ 44,3 bilhões em 2024, com crescimento de 16,7% em relação ao ano anterior.

Em Mato Grosso, a produção da silvicultura triplicou desde 2020 e alcançou R$ 758 milhões em 2023, com cerca de 5,45 milhões de metros cúbicos de madeira. Em 2024, porém, o setor apresentou retração de 34%, fechando o ano com R$ 593 milhões e produção de 3,83 milhões de metros cúbicos.

A silvicultura no Estado é majoritariamente composta pela lenha de eucalipto, que representa 88% do valor produzido. Em seguida aparecem a madeira em tora de outras espécies (7%), a lenha de outras espécies (4%) e a madeira em tora de eucalipto para outras finalidades (1%). Com esse desempenho, Mato Grosso ocupa a 11ª posição no ranking nacional de produção de florestas plantadas.

A área de florestas plantadas chegou a 284 mil hectares, colocando o Estado na oitava posição nacional em extensão. Desse total, 72% correspondem a plantações de eucalipto e 28% a outras espécies florestais, o que indica potencial de expansão da base produtiva nos próximos anos.

Já a extração vegetal de florestas nativas atingiu R$ 1,04 bilhão em 2024, posicionando Mato Grosso como o segundo maior estado do país no extrativismo vegetal, com participação de 14,36% do total nacional, atrás apenas do Pará. O valor gerado pelas áreas nativas é quase o dobro do obtido com a silvicultura no Estado.

A madeira em tora lidera a extração vegetal mato-grossense, com R$ 754 milhões, o equivalente a 72% do total. A lenha responde por R$ 259 milhões (25%), seguida pelo carvão vegetal, com R$ 17 milhões (1,6%), e pela castanha-do-pará, com R$ 10,5 milhões (1%). Produtos como pequi, copaíba, açaí, látex, palmito e poaia também integram a pauta extrativista.

Para a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia em exercício da Sedec, Camila Bez Batti Souza, os números demonstram a relevância do setor florestal e apontam a necessidade de ampliar a silvicultura em Mato Grosso. Segundo ela, a predominância da extração vegetal nativa revela um espaço estratégico para o crescimento sustentável das florestas plantadas.

“Os dados mostram que a expansão das florestas plantadas é uma oportunidade concreta de agregar valor, gerar empregos, fortalecer a economia verde e dar mais segurança jurídica e ambiental aos investimentos”, afirmou.

No comércio exterior, as exportações de madeira de Mato Grosso somaram US$ 100,44 milhões. A teca lidera a pauta exportadora, com 58% do valor total, seguida por madeiras tropicais perfiladas (32%), outras madeiras tropicais serradas (9%) e madeiras não coníferas perfiladas (1%). A Índia é o principal destino, com 43,5% de participação, seguida pelos Estados Unidos (13,67%) e pela China (10,84%), considerando o período de janeiro a novembro de 2025.

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