11 de setembro de 2026 - 05:04

“O prêmio nasceu para reconhecer trajetórias negras”

Foto: Assessoria

Premiados e homenageados das edições anteriores do Prêmio Jejé de Oyá se reúnem neste sábado (12), às 19h, no Salão Nobre da Arena Pantanal, para celebrar os cinco anos da iniciativa. O evento, voltado para convidados, marca a trajetória do projeto dedicado a reconhecer publicamente as contribuições de profissionais, artistas, intelectuais, empreendedores e lideranças negras em Mato Grosso.

A noite festiva contará com apresentação do grupo Raízes do Samba. A escolha do gênero musical homenageia a memória do patrono da premiação, cuja trajetória esteve diretamente ligada ao carnaval e à vida cultural da Capital.

Criado para dar visibilidade a personalidades negras em áreas como cultura, comunicação, ciência, educação, literatura, gastronomia, esporte e impacto social, o Prêmio Jejé de Oyá consolidou-se como um espaço de registro histórico e afirmação em Mato Grosso.

De acordo com o idealizador do prêmio, Jeferson Bertoloti, o reencontro reforça a construção de uma memória coletiva. “O prêmio nasceu para reconhecer trajetórias negras que já faziam a diferença, mas que nem sempre recebiam a visibilidade que mereciam. Reuni-las novamente é reafirmar que essas pessoas fazem parte da história de Mato Grosso”, declarou.

O nome da premiação é uma homenagem a José Jacintho Siqueira de Arruda, o Jejé de Oyá (1934-2016). Nascido em Rosário Oeste e criado em Cuiabá, Jejé atuou como colunista social, alfaiate e carnavalesco, tornando-se uma figura emblemática da cultura local e patrono do colunismo social mato-grossense.

As comemorações dos cinco anos do prêmio incluíram atividades prévias na Academia Mato-grossense de Letras e a realização da “Rota da Ancestralidade – A Virada”, uma caminhada por pontos do Centro Histórico de Cuiabá ligados à presença negra, como a Igreja Nossa Senhora da Boa Morte, a Escadaria do Beco do Alto, a antiga Rua das Pretas e a Praça da Mandioca.

 

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