{"id":4804,"date":"2022-09-04T05:00:13","date_gmt":"2022-09-04T09:00:13","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdacondessa.com.br\/?p=4804"},"modified":"2022-09-03T18:56:46","modified_gmt":"2022-09-03T22:56:46","slug":"brasil-e-competitivo-porque-exporta-soja-sem-cobrar-por-agua-e-biodiversidade-perdidas-diz-cientista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdacondessa.com.br\/blog\/agronegocio\/brasil-e-competitivo-porque-exporta-soja-sem-cobrar-por-agua-e-biodiversidade-perdidas-diz-cientista\/","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 competitivo porque exporta soja sem cobrar por \u00e1gua e biodiversidade perdidas, diz cientista"},"content":{"rendered":"<p>Para o bi\u00f3logo e pesquisador Reuber Brand\u00e3o, o\u00a0Cerrado brasileiro\u00a0vive um momento dram\u00e1tico: o desmatamento e o avan\u00e7o descontrolado do agroneg\u00f3cio sobre o territ\u00f3rio est\u00e3o matando nascentes de \u00e1gua e pequenas lagoas extremamente importantes para o abastecimento da popula\u00e7\u00e3o e a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. Oito das 12 principais bacias hidrogr\u00e1ficas brasileiras, como as dos rios S\u00e3o Francisco e Paran\u00e1, nascem nesse que \u00e9 o segundo maior bioma do pa\u00eds, perdendo s\u00f3 para a\u00a0Amaz\u00f4nia. Segundo Brand\u00e3o, o uso da \u00e1gua do Cerrado para irriga\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas, principalmente a soja, est\u00e1 diminuindo o volume do recurso nessas bacias, al\u00e9m de destruir boa parte da fauna e da flora que fazem do bioma a savana mais biodiversa do planeta.<\/p>\n<p>&#8220;Quando voc\u00ea exporta uma commodity como a soja, o valor da \u00e1gua e da biodiversidade perdidas n\u00e3o est\u00e1 embutido no pre\u00e7o da semente. Por isso, o Brasil \u00e9 competitivo&#8221;, disse o pesquisador. Brand\u00e3o aponta que boa parte do bioma j\u00e1 est\u00e1 perdido para sempre. Conservar o restante do Cerrado, diz, seria um movimento estrat\u00e9gico mais importante do que manter o pa\u00eds na posi\u00e7\u00e3o de maior exportador de soja do mundo. Segundo o Sistema de Detec\u00e7\u00e3o de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Cerrado perdeu 4.091,6 km\u00b2 para o desmatamento entre janeiro e julho deste ano, uma alta de 28,2% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Os dados mostram que os Estados que mais desmataram est\u00e3o na regi\u00e3o conhecida como Matopiba \u2014 principal fronteira de expans\u00e3o agr\u00edcola no pa\u00eds: Maranh\u00e3o, Bahia, Tocantins e Piau\u00ed. De acordo com o MapBiomas, plataforma que monitora o uso do solo no Brasil, 45,4% do Cerrado j\u00e1 foi destru\u00eddo para dar lugar \u00e0 agropecu\u00e1ria. Reuber Brand\u00e3o, de 50 anos, conhece o Cerrado desde a inf\u00e2ncia, quando brincava e consumia as frutas t\u00edpicas. Depois, estudou a biodiversidade da regi\u00e3o at\u00e9 virar professor de manejo de fauna e de \u00e1reas silvestres da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), cidade onde nasceu. Ele tamb\u00e9m \u00e9 membro da Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (RECN).<\/p>\n<p>Neste ano, o bi\u00f3logo liderou uma equipe de pesquisadores em uma expedi\u00e7\u00e3o na reserva particular Serra do Tombador, em Goi\u00e1s, \u00e1rea que pertence \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza desde 2007. Na \u00e1rea de 9 mil hectares, os cientistas encontraram 34 esp\u00e9cies de anf\u00edbios e 55 r\u00e9pteis, boa parte desconhecida naquela regi\u00e3o. Reservas particulares, diz Brand\u00e3o, podem ser uma das solu\u00e7\u00f5es para conservar a parte do Cerrado que ainda resta. &#8220;Empres\u00e1rios que preservam a natureza devem ser valorizados e remunerados&#8221;, diz. Na entrevista a seguir, ele tamb\u00e9m fala sobre o consumo da \u00e1gua do Cerrado pelo agroneg\u00f3cio, o hist\u00f3rico da ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio e como o bioma deveria ser conservado e utilizado para gerar riquezas ao Brasil.<\/p>\n<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Por que o Cerrado \u00e9 importante?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Reuber Brand\u00e3o &#8211;<\/strong>\u00a0O Cerrado \u00e9 a savana mais diversa e \u00famida do planeta, com paisagens bel\u00edssimas como a Chapada dos Veadeiros. Quando a gente pensa em savana, pensa na \u00c1frica com elefantes ou na Austr\u00e1lia com os cangurus. Mas nenhuma dessas savanas tem a diversidade do Cerrado. Ele tem mais de 12 mil esp\u00e9cies de \u00e1rvores. H\u00e1 uma pluviosidade (volume de chuvas) comparada \u00e0 de regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia, mas a chuva \u00e9 concentrada em poucos meses do ano. Oito das 12 bacias hidrogr\u00e1ficas do Brasil nascem no Cerrado. E, em algumas delas, 70% de suas \u00e1guas v\u00eam do bioma, como a bacia do rio S\u00e3o Francisco. Pensando em grandes projetos para o pa\u00eds, sem a conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado voc\u00ea inviabiliza inclusive a transposi\u00e7\u00e3o do S\u00e3o Francisco. As usinas hidrel\u00e9tricas dependem da \u00e1gua do Cerrado para gerar energia. Os processos hidrol\u00f3gicos do Pantanal tamb\u00e9m, porque uma parte das \u00e1guas que correm por ele nasce no Cerrado. Essa combina\u00e7\u00e3o de biodiversidade com a quantidade de nascentes coloca o bioma em uma posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica para o Brasil.<\/p>\n<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O abastecimento de \u00e1gua de outras partes do pa\u00eds pode ser afetado pela destrui\u00e7\u00e3o do Cerrado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brand\u00e3o &#8211;<\/strong>\u00a0Sim, afeta do abastecimento de \u00e1gua nas cidades \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de energia. Afeta a pr\u00f3pria \u00e1gua necess\u00e1ria para a agricultura. N\u00e3o faz muito sentido a agricultura brasileira tratar a \u00e1gua como um insumo infinito, quando todo mundo sabe que ela pode acabar. O pr\u00f3prio agroneg\u00f3cio tem preocupa\u00e7\u00e3o com isso, porque j\u00e1 sabe que mais de 80% das bacias hidrogr\u00e1ficas do Cerrado diminu\u00edram sua quantidade de \u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Como essa \u00e1gua est\u00e1 sendo afetada?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brand\u00e3o &#8211;<\/strong>\u00a0O maior reservat\u00f3rio de \u00e1gua do planeta \u00e9 o solo, onde ela permanece por muito tempo. Isso permite o crescimento da vegeta\u00e7\u00e3o e uma grande quantidade de \u00e1gua nas nascentes. Nas chapadas, as \u00e1reas mais altas cobertas pelo Cerrado, essa \u00e1gua \u00e9 aparente em veredas, lagoas rasas e nascentes. Mas esse volume vem do afloramento do len\u00e7ol fre\u00e1tico. E esse len\u00e7ol depende da \u00e1gua da chuva que entra no solo e da quantidade usada para outros fins. Quando h\u00e1 um rebaixamento desse len\u00e7ol, esses ambientes deixam de crescer. Os pequenos riachos de montanha, as veredas e lagoas de alto chapadas s\u00e3o fortemente afetadas pela irriga\u00e7\u00e3o da agricultura.<\/p>\n<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Onde isso est\u00e1 acontecendo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brand\u00e3o &#8211;<\/strong>\u00a0No oeste da Bahia, por exemplo, o aumento da demanda por \u00e1gua para irriga\u00e7\u00e3o no sistema de piv\u00f4s centrais ocasionou o desparecimento de lagoas e veredas dos rios das \u00c9guas, Arrojado e Formoso. Conhe\u00e7o veredas cuja nascente recuou mais de 10 quil\u00f4metros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 original. Essas \u00e1reas, que tinham a presen\u00e7a de corpos aqu\u00e1ticos na paisagem, passaram a ser muito mais secas. E isso tem um impacto muito grande sobre fauna e flora, porque as plantas que precisam ter contato com a \u00e1gua do solo sofrem um estresse h\u00eddrico e come\u00e7am a morrer. H\u00e1 um grande mortalidade de \u00e1rvores. J\u00e1 a fauna foge para procurar \u00e1reas com \u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Estamos retirando a \u00e1gua do Cerrado para irrigar o qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brand\u00e3o &#8211;<\/strong>\u00a0Principalmente soja. O \u00fanico destino de ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio do Cerrado \u00e9 o agroneg\u00f3cio. E ele tem uma demanda muito grande por \u00e1gua. Um \u00fanico piv\u00f4 central, aqueles c\u00edrculos de irriga\u00e7\u00e3o com uma lan\u00e7a de 150 metros, gasta por ano a mesma quantidade de \u00e1gua que 4 mil fam\u00edlias. Cada piv\u00f4 central \u00e9 uma pequena cidade \u2014 e h\u00e1 1 milh\u00e3o deles no Brasil. Essa \u00e1gua \u00e9 retirada do solo com autoriza\u00e7\u00e3o do Estado, por meio de outorgas previstas na lei. Mas \u00e9 bem poss\u00edvel que existam irriga\u00e7\u00f5es ilegais tamb\u00e9m. A expectativa \u00e9 que o n\u00famero \u00e1reas irrigadas aumente muito nos pr\u00f3ximos anos. Quando voc\u00ea exporta uma commodity como a soja, o valor da \u00e1gua e da biodiversidade perdidas n\u00e3o est\u00e1 embutido no pre\u00e7o da semente. Por isso, o Brasil \u00e9 competitivo. \u00c9 uma vis\u00e3o reducionista e m\u00edope do pa\u00eds, porque a commodity n\u00e3o tem valor agregado e depende da oscila\u00e7\u00e3o do mercado. De repente, o pre\u00e7o cai e vira uma quebradeira geral. \u00c9 diferente do produto industrial.<\/p>\n<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O que poderia ser feito de diferente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brand\u00e3o &#8211;<\/strong>\u00a0O Cerrado tem um potencial de biodiversidade gigantesco. Seja para bioprodutos tecnol\u00f3gicos, como colas, ou para aliment\u00edcios, cosm\u00e9ticos e medicamentosos, como analg\u00e9sicos. H\u00e1 prote\u00ednas do veneno da jararaca, por exemplo, com valor econ\u00f4mico enorme. Ou a grande quantidade de palmeiras que nunca foram estudadas. A mesma coisa com as castanhas do Cerrado, que poderiam ter um impacto de uso global.<\/p>\n<p>Veja o caso do a\u00e7a\u00ed, que n\u00e3o \u00e9 do Cerrado, mas \u00e9 um produto brasileiro que em pouco tempo se tornou uma commodity. Hoje, h\u00e1 \u00e1reas na Amaz\u00f4nia que est\u00e3o deixando de criar b\u00fafalos para plantar a\u00e7a\u00ed, o que ajuda na recomposi\u00e7\u00e3o da floresta.<\/p>\n<p>O Cerrado \u00e9 \u00fanico, e o Brasil ainda n\u00e3o acordou para o fato de que trat\u00e1-lo como mero campo de expans\u00e3o da pecu\u00e1ria e da agricultura sem prote\u00e7\u00e3o garantida pela lei \u00e9 colocar fogo no nosso futuro. Estamos apostando em um modelo de produ\u00e7\u00e3o sem valor agregado que depende da ocupa\u00e7\u00e3o de grandes territ\u00f3rios para ser vi\u00e1vel. Ningu\u00e9m consegue ter uma produ\u00e7\u00e3o de soja economicamente vi\u00e1vel com menos de 800 hectares de terra.<\/p>\n<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Os programas de conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado ficaram para tr\u00e1s em rela\u00e7\u00e3o a outros biomas, como a Amaz\u00f4nia e a Mata Atl\u00e2ntica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brand\u00e3o &#8211;<\/strong>\u00a0Por muito tempo, o Cerrado se manteve conservado por causa de seu solo \u00e1cido. Poucas culturas agr\u00edcolas efetivamente davam certo. Outro ponto foi o isolamento geogr\u00e1fico. A maior parte da ocupa\u00e7\u00e3o do Brasil estava no litoral e ao longo de grandes rios, como o Amazonas e o S\u00e3o Francisco. Mas isso mudou bastante com a inaugura\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, em 1960, e com o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria) no campo da calagem do solo (t\u00e9cnica de prepara\u00e7\u00e3o que diminui a acidez do solo). Ele se tornou vi\u00e1vel para ser ocupado pela agricultura, e isso aconteceu de maneira acelerada. Quando o Brasil acordou, boa parte do Cerrado j\u00e1 estava destru\u00edda. N\u00e3o houve a cria\u00e7\u00e3o de grandes \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o. No pr\u00f3prio imagin\u00e1rio do brasileiro, ele fica atr\u00e1s de outros biomas, como Amaz\u00f4nia, a Mata Atl\u00e2ntica, o Pantanal. As pessoas se perguntam: &#8216;para que serve o Cerrado?&#8217;<\/p>\n<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Quais \u00e1reas j\u00e1 foram destru\u00eddas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brand\u00e3o &#8211;<\/strong>\u00a0Existem Cerrados diferentes. Em cada lugar, h\u00e1 um ecossistema e uma biodiversidade diferentes, pois o Cerrado tem quase o tamanho da Argentina. A parte sul do Cerrado, no Mato Grosso do Sul, Goi\u00e1s, Minas e S\u00e3o Paulo, praticamente n\u00e3o existe mais. H\u00e1 apenas min\u00fasculos fragmentos, muito alterados. As maiores \u00e1reas maiores ainda est\u00e3o no norte, em Tocantins, Maranh\u00e3o e Piau\u00ed. Elas s\u00e3o muito valiosas. E conserv\u00e1-las \u00e9 uma quest\u00e3o urgente para o Brasil. \u00c9 preciso criar grandes \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>BBC News Brasil &#8211; \u00c9 poss\u00edvel recuperar algumas \u00e1reas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Brand\u00e3o &#8211;<\/strong>\u00a0Quando ela est\u00e1 degradada, ainda \u00e9 poss\u00edvel recompor grande parte do que foi perdido. Mas, se o solo \u00e9 removido completamente, demoraria milh\u00f5es de anos para recuperar a biodiversidade. As pessoas precisam entender que, quando voc\u00ea destr\u00f3i uma \u00e1rea dessas, n\u00e3o tem mais volta, ela est\u00e1 permanentemente perdida.<\/p>\n<p><strong>BBC News Brasil &#8211; As chamadas Reservas Particulares do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN), que est\u00e3o em expans\u00e3o, podem ser uma solu\u00e7\u00e3o para o bioma?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brand\u00e3o &#8211;<\/strong>\u00a0O grande problema das reservas privadas \u00e9 que muitos propriet\u00e1rios n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00e3o de contribuir com uma grande quantidade de terra para conserva\u00e7\u00e3o. Para eles, \u00e9 muito caro ceder o territ\u00f3rio. Do ponto de vista da conserva\u00e7\u00e3o, n\u00e3o faz grande diferen\u00e7a, porque pequenos fragmentos n\u00e3o v\u00e3o ajudar muito na preserva\u00e7\u00e3o de mam\u00edferos e predadores de grande porte, como on\u00e7as e crocodilos, que precisam de enormes \u00e1reas e muitas presas para sobreviver. Mas esse modelo \u00e9 muito importante porque, com as reservas particulares, d\u00e1 para proteger \u00e1reas singulares ou pequenos remanescentes que sobraram. D\u00e1 para unir reservas e aumentar conectividade, principalmente se a propriedade for no entorno de uma \u00e1rea p\u00fablica protegida. J\u00e1 existem 1,5 mil reservas particulares no Brasil, ent\u00e3o o modelo deu certo. Isso mostra que o propriet\u00e1rio de terra n\u00e3o \u00e9 uma pessoa insens\u00edvel \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, ele tem a percep\u00e7\u00e3o do valor do recurso natural. Dono de terra que conserva a natureza precisa ser valorizado.<\/p>\n<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O senhor acredita h\u00e1 no agroneg\u00f3cio a preocupa\u00e7\u00e3o de que a destrui\u00e7\u00e3o de biomas como Cerrado e Amaz\u00f4nia pode ser prejudicial aos neg\u00f3cios, como haver dificuldade de exportar produtos oriundos de \u00e1reas desmatadas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brand\u00e3o &#8211;<\/strong>\u00a0Os empres\u00e1rios da agricultura n\u00e3o tem um modo \u00fanico de pensar. Existem grandes empres\u00e1rios que s\u00e3o instru\u00eddos, que sabem o impacto da perda de \u00e1gua e das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Eles n\u00e3o s\u00e3o negacionistas e est\u00e3o acompanhando o mercado internacional, que est\u00e1 cada vez mais preocupado com a quest\u00e3o ambiental. Veja o caso da Europa&#8230; Voc\u00ea n\u00e3o acha que um alem\u00e3o, ao ver um rio do pa\u00eds secar, n\u00e3o est\u00e1 pensando no efeito estufa e no desmatamento da Amaz\u00f4nia? Com certeza est\u00e1. A tend\u00eancia \u00e9 esses mercados colocarem cada vez mais barreiras para produtos vindos do desmatamento. Ent\u00e3o existe sim uma preocupa\u00e7\u00e3o real dos propriet\u00e1rios com o futuro da atividade agr\u00edcola, porque eles s\u00e3o pessoas que tem um v\u00ednculo com uma produ\u00e7\u00e3o, e eles querem deixar a terra para os filhos.<\/p>\n<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Quais s\u00e3o as principais quest\u00f5es do Cerrado que o pr\u00f3ximo presidente precisar\u00e1 enfrentar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brand\u00e3o &#8211;<\/strong>\u00a0A primeira coisa \u00e9 aumentar a rede de \u00e1reas protegidas em pontos remanescentes importante. Outra \u00e9 agilizar um projeto de lei de pagamentos aos propriet\u00e1rios que mant\u00eam conserva\u00e7\u00e3o em suas \u00e1reas. Eles precisam ser remunerados por isso. \u00c9 necess\u00e1rio que, do ponto de vista econ\u00f4mico, seja interessante para o propriet\u00e1rio manter \u00e1reas naturais em vez de desmatar. Um terceiro ponto \u00e9 se aproximar de propriet\u00e1rios na regi\u00e3o do sul do Cerrado para incrementar projetos importantes de recomposi\u00e7\u00e3o do bioma. Tamb\u00e9m seria muito importante valorizar e empoderar as universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, para que seja poss\u00edvel desenvolver projetos de biotecnologia a partir do Cerrado. Voc\u00ea pode criar startups do Cerrado. Por exemplo, uma empresa que desenvolva um novo produto a partir do baru (esp\u00e9cie de \u00e1rvore), ou de uma castanha, um novo tipo de adesivo a partir do extrato de uma prote\u00edna de alguma planta ou animal do Cerrado. H\u00e1 um potencial imenso a ser explorado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para o bi\u00f3logo e pesquisador Reuber Brand\u00e3o, o\u00a0Cerrado brasileiro\u00a0vive um momento dram\u00e1tico: o desmatamento e o avan\u00e7o descontrolado do agroneg\u00f3cio sobre o territ\u00f3rio est\u00e3o matando nascentes de \u00e1gua e pequenas lagoas extremamente importantes para o abastecimento da popula\u00e7\u00e3o e a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. 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