{"id":3157,"date":"2022-02-21T17:24:10","date_gmt":"2022-02-21T21:24:10","guid":{"rendered":"https:\/\/novo.blogdacondessa.com.br\/?p=3157"},"modified":"2022-02-21T17:24:10","modified_gmt":"2022-02-21T21:24:10","slug":"a-semana-de-arte-moderna-acordou-o-brasil-e-ousou-o-diferente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdacondessa.com.br\/blog\/cultura\/a-semana-de-arte-moderna-acordou-o-brasil-e-ousou-o-diferente\/","title":{"rendered":"\u201cA Semana de Arte Moderna acordou o Brasil e ousou o diferente\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Passados 100 anos, a Semana de Arte Moderna de 1922 \u00e9 lembrada e celebrada. Seus legados, rediscutidos. \u00a0\u00c9, ainda hoje, objeto de estudo para artistas e pesquisadores. Para falar sobre essa importante experi\u00eancia art\u00edstica o Blog da Condessa conversou com o professor titular da Universidade Federal de Mato Grosso, Fernando Tadeu de Miranda Borges. A tela \u201cAbaporu\u201d, de Tarsila do Amaral, percorre a eletrizante entrevista, bem como a efervesc\u00eancia econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social, dos anos 20 do s\u00e9culo XX, em nosso pa\u00eds. A homenagem ao intelectual Nicolau Sevcenko, que foi professor do entrevistado, faz jus ao grande pensador, e a simpatia pelo economista Celso Furtado fica n\u00edtida. De recado, a necessidade de um novo grito de liberdade das artes, a import\u00e2ncia da cria\u00e7\u00e3o do Museu de Arte Moderna de Mato Grosso, e o estabelecimento de uma pol\u00edtica efetiva de curto, m\u00e9dio e longo prazo para a cultura.<\/p>\n<p><strong>Blog da Condessa &#8211; Como o senhor explicaria a Semana de Arte Moderna para algu\u00e9m que nunca ouviu falar dela?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fernando Tadeu de Miranda Borges \u2013 <\/strong>A semana de arte moderna, que ocorreu em S\u00e3o Paulo, de 13 a 17 de fevereiro de 1922, foi um movimento que pretendeu libertar o pa\u00eds depois de 100 anos de independ\u00eancia pol\u00edtica, da depend\u00eancia econ\u00f4mica e cultural. Um novo Grito do Ipiranga no centen\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil, e que neste bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil poderia voltar a acontecer, s\u00f3 que desta vez com participa\u00e7\u00e3o popular. No caso de ser feita em um teatro, que fosse liberada a entrada.<\/p>\n<p>A semana de arte moderna resulta de algo que vinha sendo gestado, e em 1922, n\u00e3o mudou de imediato o cen\u00e1rio, pelo contr\u00e1rio, no Rio de Janeiro, por exemplo, a transforma\u00e7\u00e3o deu-se de acordo com as suas caracter\u00edsticas e dentro de uma outra \u00f3rbita. Cabe, por\u00e9m, observar, que em S\u00e3o Paulo, nem todas as pessoas puderam participar do evento no Teatro Municipal, pois o ingresso era pago, contudo, o que a semana quis mostrar mesmo era a transforma\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo Prov\u00edncia em S\u00e3o Paulo Metr\u00f3pole. Embora o grupo que encabe\u00e7ou o movimento estivesse \u00e0 frente do tempo em muitos aspectos, carregou consigo os limites da \u00e9poca, S\u00e3o Paulo \u201cdesvairou\u201d, mas nem tanto, al\u00e9m disso ainda hoje n\u00e3o somos modernos na amplitude do termo, continuamos dependentes e n\u00e3o somos donos do nosso pr\u00f3prio destino, segundo pontuou Celso Furtado, em um dado contexto, \u201cdesenvolvimento \u00e9 ser dono do seu pr\u00f3prio destino\u201d.<\/p>\n<p>Nicolau Sevcenko, meu saudoso professor de Hist\u00f3ria da Cultura, no doutorado em Hist\u00f3ria Social da USP, publicou um livro interessante sobre os anos 20, em S\u00e3o Paulo, \u201cOrfeu ext\u00e1tico na metr\u00f3pole\u201d, pela Companhia das Letras, que recomendo a leitura. Lindas e instigantes an\u00e1lises foram realizadas!<\/p>\n<p>Em 1968, com a derrubada da Catedral Metropolitana de Cuiab\u00e1, descobri que ser moderno \u00e9 encontrar formas de conservar o patrim\u00f4nio material e imaterial de uma cultura, ser moderno n\u00e3o basta dizer, \u201csou moderno\u201d, mas \u00e9 muito mais que isso, \u00e9 um processo de amadurecimento, um processo de respeito pelo outro e pela natureza, um processo de cuidado especial com o planeta, por isso demorei a enxergar que sempre fora de certa forma moderno, uma vez que desde jovem defendi e lutei pela vida, pelo patrim\u00f4nio e pela natureza ao meu modo. Mas ser moderno tamb\u00e9m cansa porque exige acompanhamento r\u00e1pido de tudo, dessa forma, procuro inventar minha maneira moderna de conviver comigo mesmo e com os outros. Sempre penso que seja no transit\u00f3rio das ideias que sobrevive o presente do passado. Tenho medo no mundo moderno do provis\u00f3rio, do descart\u00e1vel, da rapidez e do esquecimento, mas ainda assim me considero um moderno aprendiz. Uma pol\u00edtica para os arquivos p\u00fablicos, os museus, as obras de arte, o artesanato, as festas e dan\u00e7as tradicionais precisa ser constru\u00edda. Ser um democrata moderno pede compromisso e responsabilidade social com a cultura, a educa\u00e7\u00e3o e a sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Blog da Condessa- A Semana de Arte Moderna de 22 foi um ponto de partida para o modernismo. Hoje temos uma arte plural e diversa? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Fernando Tadeu \u2013<\/strong> A semana de arte moderna foi importante porque anunciou ao pa\u00eds a cidade de S\u00e3o Paulo como uma nova metr\u00f3pole cultural, econ\u00f4mica e pol\u00edtica, e que foi se consolidando aos poucos no territ\u00f3rio nacional, com o desenvolvimento da ind\u00fastria. O centro din\u00e2mico da economia brasileira, como disse o economista Celso Furtado, intelectual brilhante, que pensou o Brasil, e que conheci na Academia Brasileira de Letras num evento da Uni\u00e3o Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, se deslocou de uma economia agroexportadora para uma economia industrial. Tudo ocorreu atrav\u00e9s do \u201cprocesso de substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es\u201d, estudado pela economista Maria da Concei\u00e7\u00e3o Tavares, que foi instalado no pa\u00eds, nos anos 30, e nesse per\u00edodo surgiu em grande n\u00famero os trabalhadores industriais, retratados na tela, \u201cOper\u00e1rios\u201d, de Tarsila do Amaral, de 1933. Tarsila do Amaral registra de forma expressiva esse momento, \u00e9 uma das artistas brasileiras que encanta e leva a pensar nas ambiguidades da moderniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A tela \u201cAbaporu\u201d, uma das mais valiosas da arte brasileira, pintada por Tarsila do Amaral, em 1928, que encontra-se no Museu de Arte Latina Americana de Buenos Aires (MALBA), representa essa fase do modernismo brasileiro. \u00c9 questionado o fato dessa obra n\u00e3o estar mais em nosso pa\u00eds. Embora tamb\u00e9m pensasse de forma parecida, quando visitei a obra no MALBA, constatei que a arte brasileira dera um salto e estava internacionalizada e valorizada. Tarsila do Amaral n\u00e3o estava no pa\u00eds, em 1922, mas logo que chegou de Paris se integrou ao grupo, e de forma ativa participou do movimento. Casada com Oswald de Andrade, o quadro \u201cAbaporu\u201d foi pintado para ele, e integrou a fase antropof\u00e1gica, que propunha conhecer todas as culturas, mantendo a originalidade da cultura brasileira. Seria interessante, portanto, que todas as obras desse per\u00edodo fossem reunidas numa grande exposi\u00e7\u00e3o para que as pessoas conhecessem o grito de independ\u00eancia dado pelos artistas brasileiros h\u00e1 cem anos.<\/p>\n<p>No pa\u00eds, hoje, diria que temos uma arte plural e diversa, e que os artistas tem feito a sua parte, pois em cada regi\u00e3o temos grandes nomes nas artes pl\u00e1sticas, na literatura, na poesia, no teatro, no cinema, na escultura, contudo o apoio de uma maneira geral est\u00e1 bastante aqu\u00e9m, faz-se necess\u00e1rio uma pol\u00edtica para a \u00e1rea de curto, m\u00e9dio e longo prazo. Os museus e o cinema nacional precisam de mais apoios, os estudantes precisam estar envolvidos no processo, as escolas p\u00fablicas precisam de mais aten\u00e7\u00e3o, os filhos dos mais abastados devem estudar nos col\u00e9gios p\u00fablicos para aprenderem a conhecer as diferen\u00e7as sociais, e para poderem ver o pa\u00eds de dentro e n\u00e3o somente atrav\u00e9s dos livros. Uma nova semana de arte moderna deveria acontecer junto com a moderniza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o em todos os n\u00edveis, pois a universidade brasileira tamb\u00e9m precisa de cuidados especiais e de reparos, o acesso ainda \u00e9 excludente. Gostei muito do modelo de acesso da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), um vestibular realmente inclusivo, algo que n\u00e3o imaginava em termos de Brasil, e com isso, deduzo que o livro, \u201cO Rio de todos os Brasis\u201d, do colega economista Carlos Lessa, foi importante na luta do Rio de Janeiro para a recupera\u00e7\u00e3o de sua \u201cautoestima\u201d. Na UERJ, portanto, as pessoas pobres e idosas parecem estar sendo realmente inclu\u00eddas (a UERJ tem feito isso de forma inteligente, espero que continue, porque em nosso pa\u00eds estamos sempre recome\u00e7ando, e adiando o presente para o futuro).<\/p>\n<p><strong>Blog da Condessa &#8211; Que leitura o senhor faz hoje do legado deste evento que foi t\u00e3o importante no in\u00edcio do s\u00e9culo passado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fernando Tadeu \u2013<\/strong> A semana de arte moderna acordou o Brasil, mesmo que o evento tenha sido restrito, ousou o diferente, mostrou que alguma coisa nova estava em andamento e que o movimento antropof\u00e1gico buscava uma arte livre. Naquele momento em que devor\u00e1vamos a cultura dos outros povos, entend\u00edamos que era para fazer nascer a nossa cultura. Que venha o terceiro grito, e desta vez com todos os segmentos sociais deste nosso \u201cbraseiro\u201d, de cores vivas e pulsantes.<\/p>\n<p><strong>\u00a0Blog da Condessa &#8211; O senhor acha que o Brasil comportaria uma Semana de Arte Moderna hoje? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Fernando Tadeu \u2013<\/strong> O pa\u00eds comportaria muitas semanas de arte moderna, pois s\u00e3o muitas as regi\u00f5es e com muito a dizer para todo o territ\u00f3rio nacional. A cultura nacional vive no \u201cabaporu\u201d, de Tarsila do Amaral, que deu seu grito de liberdade para toda Am\u00e9rica Latina. Vale a pena uma visita ao Museu de Arte e Cultura Latina Americana de Buenos Aires (MALBA), al\u00e9m de estimular o crescimento do turismo na Am\u00e9rica do Sul. A arte brasileira est\u00e1 mais viva do que nunca, recentemente fizemos uma exposi\u00e7\u00e3o do Museu de Arte e de Cultura Popular da UFMT, de Sebasti\u00e3o Silva, intitulada \u201cFogo Cerrado\u201d, um trabalho para ser apreciado pelo pa\u00eds e pelo exterior.<\/p>\n<p><strong>Blog da Condessa- \u00a0De alguma forma essa renova\u00e7\u00e3o intelectual passou por express\u00f5es regionais literatura e \u2018respingou\u2019 em Mato Grosso\/Cuiab\u00e1? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Fernando Tadeu \u2013 <\/strong>Essa renova\u00e7\u00e3o passou por Cuiab\u00e1 e Mato Grosso nos anos 30 com a cria\u00e7\u00e3o da revista Pindorama pelos escritores Rubens de Mendon\u00e7a, Gerv\u00e1sio Leite e Jo\u00e3o Batista Martins de Melo. Depois foi ampliando com Jo\u00e3o Antonio Neto, Lobivar de Matos e Manoel de Barros. O poeta Wladimir Dias-Pino e Silva Freire fizeram uma outra revolu\u00e7\u00e3o nas letras e que foi completada com o trabalho da UFMT. Nossa semana de arte moderna nasceu numa via de m\u00e3o dupla, ou melhor, de dentro para fora e de fora para dentro, e tem suas pr\u00f3prias dimens\u00f5es na valoriza\u00e7\u00e3o do passado. O novo vem com o moderno, e hoje estamos entre o antigo e o novo, mergulhados na busca de saber o que fazer com o tesouro que herdamos do passado para podermos continuar com a hist\u00f3ria. Na vida estamos sempre continuando algo devido ao ac\u00famulo de experi\u00eancias. Talvez isso seja o que revitalize Cuiab\u00e1, e o que a torna relativamente exc\u00eantrica, ainda que a cidade n\u00e3o tenha uma ampla consci\u00eancia desse significado. Cuiab\u00e1 \u00e9 uma cidade moderna e velha e por isso mesmo muito moderna, mas planejar Cuiab\u00e1 exige ousadia, cuidado e conhecimento sobre o papel da cultura na sua forma\u00e7\u00e3o. Escritores mato-grossenses como Rubens de Mendon\u00e7a, Gerv\u00e1sio Leite, Lobivar de Matos, Wladimir Dias-Pino, Silva Freire, Ricardo Guilherme Dicke, Manoel de Barros, Tereza Albues criaram sua pr\u00f3pria est\u00e9tica liter\u00e1ria, e produziram trabalhos incr\u00edveis. Quando coordenador da EdUFMT publiquei Ricardo Guilherme Dicke e Tereza Albues, tendo sido Dicke premiado pela Uni\u00e3o Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro com o livro \u201cCerim\u00f4nias do Esquecimento\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0Blog da Condessa- Os artistas modernistas exploraram tem\u00e1ticas ligadas ao universo ind\u00edgena e ao afro-brasileiro. Mas negros e ind\u00edgenas participaram da semana e do movimento enquanto artistas? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Fernando Tadeu \u2013<\/strong> Os temas abordados foram muitos, trouxeram embutidos o \u00edndio, o negro e o portugu\u00eas, que sempre existiram em cada um de n\u00f3s, mas faltou uma participa\u00e7\u00e3o mais efetiva do \u00edndio, do negro, da mulher, e do homoafetivo. Eu arriscaria dizer que o homem de cor branca prevaleceu, e que ainda hoje o pa\u00eds teria dificuldades de incluir todos esses segmentos numa mesma semana pelo fato de continuar com caracter\u00edsticas herdadas da maneira de pensar dos s\u00e9culos XIX e XX. Somos uma Rep\u00fablica-Mon\u00e1rquica, mas espero um dia ver este pa\u00eds agindo como uma verdadeira Rep\u00fablica. Dividir a morada com outros pessoas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, exige desapego e desprendimento, da\u00ed a import\u00e2ncia de morar em casa do estudante, em quartos de casas de outras pessoas, contudo, ainda assim a experi\u00eancia dom\u00e9stica n\u00e3o garante que a pessoa aprender\u00e1 o sentido da vida em Rep\u00fablica. \u00c9 preciso muito mais para entender o que \u00e9 uma Rep\u00fablica!<\/p>\n<p><strong>Blog da Condessa &#8211; \u00c9 ineg\u00e1vel que a Semana de Arte Moderna virou um marco. Um marco de inova\u00e7\u00e3o e criatividade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fernando Tadeu &#8211;<\/strong> A semana de arte moderna foi um movimento da elite paulista, e quando jovem foi que comecei a me interessar pelo assunto, mais precisamente no terceiro ano do segundo grau. Em Cuiab\u00e1 e Mato Grosso o tema foi introduzido aos poucos, o moderno parecia assustar a prov\u00edncia, mas um dia a moderniza\u00e7\u00e3o se imp\u00f4s na cidade. Isso aconteceu no final dos anos 30, e o interventor J\u00falio Muller, que amava a cidade, modernizou-a para que continuasse sendo capital, caso contr\u00e1rio, perderia o posto para Campo Grande, cidade moderna, e que objetivava o comando do Estado.<\/p>\n<p>Quando Mato Grosso foi dividido, em 1977, Campo Grande tornou-se a capital de Mato Grosso do Sul. \u00c9 realmente uma cidade de tra\u00e7ado moderno, e muito bonita. Por fim, antes de concluir, quero deixar o registro de que as inten\u00e7\u00f5es dos artistas de 1922 eram interessantes, comungo com as propostas, contudo, a moderniza\u00e7\u00e3o pretendida n\u00e3o se efetivou de imediato, foram acontecendo durante o s\u00e9culo XX, e ainda continuam neste s\u00e9culo XXI. Na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI as \u201cParticipa\u00e7\u00f5es P\u00fablico-Privadas\u201d em Mato Grosso receberam o apelido de \u201cPPPs caipiras\u201d devido ao modo como foram arregimentadas. Um caso para ser pensado diante da sua indaga\u00e7\u00e3o referente \u00e0 criatividade e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o pretendida. Por isso das seguintes indaga\u00e7\u00f5es: somos modernos ou somos caipiras? Porque n\u00e3o temos o Museu de Arte Moderna do Estado de Mato Grosso?<\/p>\n<p><strong>\u00a0Blog da Condessa &#8211; Se a Semana de 22 n\u00e3o tivesse existido, algum outro evento, em algum outro lugar, teria surgido para mostrar o descontentamento dos jovens artistas com a est\u00e9tica da \u00e9poca, com a renova\u00e7\u00e3o art\u00edstica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fernando Tadeu \u2013<\/strong> Tenho dificuldade como grande parte de historiadores acredito que tenha com o se. Na hist\u00f3ria analisamos o que de fato ocorreu, e n\u00e3o o que poderia ter acontecido em meio a outras vari\u00e1veis. O se vale apenas nas historinhas inventadas, quando somos crian\u00e7as e imaginamos mil coisas deliciosas. Nos Estados Unidos, na Hist\u00f3ria Econ\u00f4mica, existe uma corrente que usa o se nas an\u00e1lises, li uma vez um trabalho sobre estrada de ferro, que fez o emprego desse condicional, a pesquisa al\u00e9m de interessante foi bem escrita, mas prefiro o fato real.<\/p>\n<p>A semana de arte de 1922 prop\u00f4s o novo, fez-se na \u00e9poca o que era poss\u00edvel porque no caminho apareceram dificuldades como disse Drummond na poesia, \u201cNo meio do caminho\u201d, da qual transcrevo o trecho, \u201cTinha uma pedra no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma pedra\u201d. Hoje, diria que n\u00e3o temos no meio do caminho apenas uma pedra, mas temos v\u00e1rias pedras no meio do caminho. E agora, Drummond?<\/p>\n<p>Tirar as pedras do caminho \u00e9 a primeira coisa a fazer pelo fato de que viver sem arte n\u00e3o tem gra\u00e7a. Trabalhei e trabalho com artistas, s\u00e3o deliciosos e esperan\u00e7osos, enxergam tudo que voc\u00eas possam imaginar, s\u00e3o r\u00e1pidos e certeiros, e sabem identificar quem gosta da arte, e como on\u00e7as os defendem vivamente. Certa vez ganhei de presente uma cr\u00f4nica linda do Ricardo Guilherme Dicke, relatando tudo de uma viagem, que fizemos ao Rio de Janeiro, e que foi publicada no Jornal Di\u00e1rio de Cuiab\u00e1, e um quadro do artista pl\u00e1stico Jo\u00e3o Sebasti\u00e3o Costa, quando coordenava a EdUFMT, talvez pelo fato da sua arte ter sido capa do cat\u00e1logo das Editoras Brasileiras na 46\u00aa Feira do Livro de Frankfurt, de 1994. Quando Jo\u00e3o Sebasti\u00e3o Costa me entregou o quadro disse, \u201cuma on\u00e7a para uma oncinha, a on\u00e7a maior \u00e9 Aline Figueiredo\u201d.<\/p>\n<p>A tela ficou no acervo de arte da UFMT e Aline Figueiredo \u00e9 cr\u00edtica de arte, criou o Museu de Arte e de Cultura Popular da UFMT (MACP\/UFMT), ao lado do artista pl\u00e1stico premiado Humberto Esp\u00edndola. Viva a semana de arte moderna de 1922, que surjam mais on\u00e7as em defesa da arte e que venham muitas outras semanas de artes neste s\u00e9culo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passados 100 anos, a Semana de Arte Moderna de 1922 \u00e9 lembrada e celebrada. Seus legados, rediscutidos. \u00a0\u00c9, ainda hoje, objeto de estudo para artistas e pesquisadores. Para falar sobre essa importante experi\u00eancia art\u00edstica o Blog da Condessa conversou com o professor titular da Universidade Federal de Mato Grosso, Fernando Tadeu de Miranda Borges. 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