{"id":10919,"date":"2024-12-14T05:00:29","date_gmt":"2024-12-14T09:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdacondessa.com.br\/blog\/?p=10919"},"modified":"2024-12-13T20:11:07","modified_gmt":"2024-12-14T00:11:07","slug":"por-que-cancer-pode-se-tornar-a-doenca-que-mais-mata-no-brasil-e-que-desafios-isso-traz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdacondessa.com.br\/blog\/saude\/por-que-cancer-pode-se-tornar-a-doenca-que-mais-mata-no-brasil-e-que-desafios-isso-traz\/","title":{"rendered":"Por que c\u00e2ncer pode se tornar a doen\u00e7a que mais mata no Brasil &#8211; e que desafios isso traz"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil passa por uma grande transi\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica: aos poucos, o c\u00e2ncer ganha terreno, se torna a principal causa de morte em muitas cidades do pa\u00eds e deixa para tr\u00e1s as doen\u00e7as cardiovasculares, que ficaram no topo desse ranking nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<br \/>\nEsse fen\u00f4meno foi captado por um estudo realizado por diversas institui\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, publicado em novembro no peri\u00f3dico cient\u00edfico The Lancet &#8211; Regional Health Americas.<br \/>\nOs autores calculam que, no ano 2000, o c\u00e2ncer s\u00f3 era a causa n\u00famero um de \u00f3bitos em 7% dos munic\u00edpios do pa\u00eds \u2014 e n\u00e3o ficava em primeiro lugar em nenhum dos Estados.<br \/>\nJ\u00e1 em 2019, esse cen\u00e1rio se modificou. As mortes por causa de tumores cresceram em 15 Estados e viraram o principal motivo das mortes em 13% das cidades \u2014 quase o dobro do observado duas d\u00e9cadas atr\u00e1s.<br \/>\nSegundo a pesquisa, a tend\u00eancia \u00e9 que esses n\u00fameros continuem a aumentar, at\u00e9 que o c\u00e2ncer ultrapasse as doen\u00e7as card\u00edacas em todo o<br \/>\nEssa transi\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi observada em pa\u00edses mais ricos nos \u00faltimos anos, e agora passa a acontecer tamb\u00e9m nas na\u00e7\u00f5es de renda m\u00e9dia, como \u00e9 o caso do Brasil.<br \/>\nOs autores do estudo esperam que os dados e a an\u00e1lise ajudem a melhorar os servi\u00e7os de sa\u00fade no Brasil.<br \/>\nEspecialistas ouvidos pela BBC News Brasil tamb\u00e9m chamam a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de melhorar e ampliar as campanhas de preven\u00e7\u00e3o e outras pol\u00edticas p\u00fablicas para lidar com esse novo cen\u00e1rio.<br \/>\nO trabalho envolveu investigadores da Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles (EUA), da Universidade Aut\u00f4noma do Chile, do Instituto de Estudos para Pol\u00edticas de Sa\u00fade, da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, do A.C. Camargo Cancer Center e da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), entre outras institui\u00e7\u00f5es.<br \/>\nEles compilaram dados dos 5,57 mil munic\u00edpios brasileiros dispon\u00edveis no Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Mortalidade (SIM), vinculado ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<br \/>\nEsse enorme registro p\u00fablico traz detalhes anonimizados sobre quais foram as causas de cada \u00f3bito notificado nos cart\u00f3rios espalhados pelo pa\u00eds.<br \/>\nA partir disso, os autores do estudo calcularam as taxas de mortalidade por doen\u00e7as cardiovasculares (como infarto, acidente vascular cerebral, insufici\u00eancia card\u00edaca\u2026) e por c\u00e2ncer para cada ano, no per\u00edodo que vai de 2000 a 2019.<br \/>\nEles tamb\u00e9m criaram uma propor\u00e7\u00e3o da taxa de mortalidade (mortality rate ratio, em ingl\u00eas), para determinar se, em cada munic\u00edpio, o que mais matava ainda eram os problemas ligados ao cora\u00e7\u00e3o e aos vasos sangu\u00edneos ou se a tal transi\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica j\u00e1 havia ocorrido \u2014 e os tumores tomaram a dianteira.<br \/>\nA partir desse sistema, os pesquisadores puderam observar que a taxa de mortalidade por doen\u00e7as cardiovasculares caiu em 25 das 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o (26 Estados mais o Distrito Federal). No mesmo per\u00edodo, a mortalidade por c\u00e2ncer subiu em 15 deles.<br \/>\n&#8220;Enquanto que, no ano 2000, a mortalidade por c\u00e2ncer era menor que a de por doen\u00e7as cardiovasculares em todos os Estados e apenas era superior em 7% das cidades, essa dist\u00e2ncia foi reduzida consideravelmente em 2019, com 13% dos munic\u00edpios com maior mortalidade por c\u00e2ncer do que por causas cardiovasculares&#8221;, descrevem os autores.<br \/>\nEm n\u00fameros absolutos, o c\u00e2ncer era a principal causa de morte em 366 cidades brasileiras no in\u00edcio do s\u00e9culo. Esse n\u00famero saltou para 727 em menos de duas d\u00e9cadas.<br \/>\nLeandro Rezende, um dos autores do estudo rec\u00e9m-publicado, destaca que pa\u00edses de renda alta j\u00e1 completaram essa transi\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica \u2014 e o mesmo processo come\u00e7a a ganhar f\u00f4lego nos pa\u00edses de renda m\u00e9dia, como \u00e9 o caso do Brasil.<br \/>\n&#8220;Esperamos que os dados ajudem a entender as nuances e as particularidades do nosso pa\u00eds e possam ser \u00fateis para os gestores de sa\u00fade&#8221;, pontua ele.<br \/>\n<strong>Pol\u00edticas p\u00fablicas que fazem a diferen\u00e7a<\/strong><br \/>\nMas o que explica essa mudan\u00e7a? Que fatores ajudam a entender essa transi\u00e7\u00e3o nas causas de morte?<br \/>\nPara Rezende, que \u00e9 professor do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), duas pol\u00edticas p\u00fablicas criadas nas \u00faltimas d\u00e9cadas foram essenciais para isso.<br \/>\n&#8220;Em primeiro lugar, a queda do tabagismo foi a grande contribuidora para a redu\u00e7\u00e3o das mortes por doen\u00e7as cardiovasculares no Brasil&#8221;, resume ele.<br \/>\nDesde a d\u00e9cada de 1980, diversos governos criaram leis para proibir o fumo em locais fechados, aumentaram os impostos sobre os cigarros e criaram uma forte regula\u00e7\u00e3o sobre a rotulagem, a venda e a publicidade desses produtos.<br \/>\n&#8220;Tudo isso reduziu o tabagismo, e n\u00f3s agora colhemos os frutos dessas medidas, com muitas mortes evitadas&#8221;, complementa o pesquisador.<br \/>\nPara se ter uma ideia, praticamente um quarto dos brasileiros fumava nos anos 1980. Hoje em dia, esse n\u00famero fica na casa dos 10%.<br \/>\nMas o cigarro tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 relacionado ao c\u00e2ncer? Por que essas pol\u00edticas n\u00e3o resultaram numa diminui\u00e7\u00e3o de tumores de pulm\u00e3o, bexiga, garganta, entre outros?<br \/>\nA quest\u00e3o aqui est\u00e1 no tempo. &#8220;A redu\u00e7\u00e3o do tabagismo deve, sim, levar a uma queda na morte por v\u00e1rios tipos de c\u00e2ncer, mas isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel de observar nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, responde Rezende.<br \/>\n&#8220;A lat\u00eancia [o per\u00edodo para que certas doen\u00e7as apare\u00e7am] varia muito. Ele costuma ser mais r\u00e1pido para os problemas cardiovasculares e levar algumas d\u00e9cadas quando o assunto \u00e9 c\u00e2ncer&#8221;, explica o pesquisador.<br \/>\nRezende lembra do segundo eixo de pol\u00edticas p\u00fablicas que, segundo as evid\u00eancias, ajuda a entender o cen\u00e1rio captado na pesquisa.<br \/>\n&#8220;Tamb\u00e9m precisamos ressaltar a import\u00e2ncia do Sistema \u00danico de Sa\u00fade, o SUS, e o aumento da cobertura de preven\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria por meio de programas como a Estrat\u00e9gia Sa\u00fade da Fam\u00edlia, que permitem um controle mais efetivo de fatores de risco cardiovasculares, como diabetes e hipertens\u00e3o&#8221;, pontua ele.<br \/>\nO m\u00e9dico Jos\u00e9 Humberto Fregnani, superintendente de Ensino, Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o no A.C. Camargo Cancer Center, em S\u00e3o Paulo, que n\u00e3o esteve diretamente envolvido com o estudo, concorda com os pontos levantados por Rezende \u2014 e acrescenta um terceiro elemento ao debate.<br \/>\n&#8220;Tamb\u00e9m tivemos um grande desenvolvimento de medica\u00e7\u00f5es e tecnologias relacionadas \u00e0s doen\u00e7as cardiovasculares, que melhoram cada vez mais o tratamento&#8221;, avalia ele.<br \/>\nNa vis\u00e3o do especialista, o problema \u00e9 que o c\u00e2ncer apresenta uma complexidade muito maior, tanto do ponto de vista da preven\u00e7\u00e3o quanto das terapias.<br \/>\n&#8220;Quando pensamos na hipertens\u00e3o, o diagn\u00f3stico \u00e9 simples, feito no pr\u00f3prio consult\u00f3rio, onde j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel lan\u00e7ar m\u00e3o de uma s\u00e9rie de medidas para ter um controle melhor&#8221;, compara ele.<br \/>\n&#8220;Agora, o c\u00e2ncer n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a \u00fanica. H\u00e1 centenas de tipos, subtipos, fases e graus, para os quais existem m\u00e9todos de detec\u00e7\u00e3o e tratamento absolutamente distintos&#8221;, destaca Fregnani.<br \/>\nPortanto, diante de um cen\u00e1rio em que o c\u00e2ncer se torna uma preocupa\u00e7\u00e3o cada vez maior e logo deve assumir o topo do ranking de mortalidade no pa\u00eds todo, os desafios para lidar com esse novo cen\u00e1rio se multiplicam \u2014 e ficam tamb\u00e9m mais complexos.<br \/>\n<strong>Um desafio do tamanho do Brasil<\/strong><br \/>\nA m\u00e9dica Anelisa Coutinho, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Cl\u00ednica (Sboc), lembra que o mundo j\u00e1 registra em torno de 20 milh\u00f5es de novos casos de c\u00e2ncer por ano.<br \/>\n&#8220;E as proje\u00e7\u00f5es apontam que, at\u00e9 2050, esse n\u00famero vai subir para 35 milh\u00f5es, um incremento de pelo menos 70%&#8221;, calcula ela.<br \/>\nNa vis\u00e3o da m\u00e9dica, a boa not\u00edcia \u00e9 que pelo menos um ter\u00e7o desses tumores podem ser evitados por meio de uma aten\u00e7\u00e3o maior aos chamados fatores de risco modific\u00e1veis.<br \/>\nAqui entram quest\u00f5es do estilo de vida moderno, relacionados ao estresse, \u00e0 qualidade da alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 obesidade, ao tabagismo, ao sedentarismo\u2026&#8221;, lista a oncologista.<br \/>\nIsso significa, portanto, que um em cada tr\u00eas casos de c\u00e2ncer podem ser evitados por meio de uma rotina saud\u00e1vel, que envolve manter-se no peso adequado, fazer atividade f\u00edsica, comer bem, n\u00e3o fumar, maneirar no \u00e1lcool, etc.<br \/>\nMas a especialista acredita que n\u00e3o basta pedir que as pessoas sejam mais saud\u00e1veis para resolver essa quest\u00e3o \u2014 ainda mais diante de um cen\u00e1rio em que as taxas de excesso de peso e obesidade est\u00e3o em franco crescimento no pa\u00eds.<br \/>\n&#8220;A obesidade pode ser vista como uma epidemia. No come\u00e7o do ano 2000, 10% dos brasileiros viviam com obesidade&#8221;, contextualiza Rezende, da Unifesp.<br \/>\n&#8220;Hoje essa taxa est\u00e1 em 20% e h\u00e1 proje\u00e7\u00f5es de que chegar\u00e1 a 30% at\u00e9 2030.&#8221;<br \/>\nNa vis\u00e3o de Coutinho, assim como aconteceu com o cigarro, \u00e9 preciso pensar em algum tipo de regulamenta\u00e7\u00e3o para alimentos prejudiciais.<br \/>\n&#8220;Poder\u00edamos ter algum tipo de taxa\u00e7\u00e3o para os produtos comprovadamente delet\u00e9rios&#8221;, sugere ela.<br \/>\nRezende concorda. &#8220;As pessoas n\u00e3o fumam, tomam \u00e1lcool ou comem alimentos ultraprocessados simplesmente porque desejam. H\u00e1 uma ind\u00fastria bilion\u00e1ria por tr\u00e1s disso, com capacidade de maximizar as vendas e incentivar o consumo&#8221;, diz ele.<br \/>\n&#8220;\u00c9 importante educar as pessoas, mas n\u00e3o d\u00e1 para pensar em controle de \u00e1lcool ou alimentos danosos \u00e0 sa\u00fade sem uma discuss\u00e3o ampla sobre tributa\u00e7\u00e3o, regula\u00e7\u00e3o do marketing e venda&#8221;, complementa o pesquisador.<br \/>\nCoutinho cita como um avan\u00e7o recente a aprova\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional de Preven\u00e7\u00e3o e Controle do C\u00e2ncer, sancionada pelo governo federal em dezembro de 2023 com quatro objetivos principais:<br \/>\ndiminuir a incid\u00eancia dos diversos tipos de c\u00e2ncer;<br \/>\ngarantir o acesso adequado ao cuidado integral;<br \/>\ncontribuir para a melhoria da qualidade de vida dos usu\u00e1rios diagnosticados com a doen\u00e7a;<br \/>\ne reduzir a mortalidade e a incapacidade causadas pelos tumores.<br \/>\n&#8220;Agora, n\u00f3s estamos, ao lado de diversos setores da sociedade, num esfor\u00e7o comum para encontrar os melhores caminhos e colocar essa lei na pr\u00e1tica&#8221;, diz a presidente da Sboc.<br \/>\nMas, como lembrado por Fregnani, \u00e9 preciso pensar na diversidade do c\u00e2ncer \u2014 e como alguns tipos da doen\u00e7a exigem a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas.<br \/>\nO c\u00e2ncer de pele e o melanoma, por exemplo, demandam cuidados com a exposi\u00e7\u00e3o solar e o uso de protetores de boa qualidade.<br \/>\nJ\u00e1 o tumor de colo do \u00fatero depende de um bom programa de rastreio (por meio do papanicolau e do teste de HPV) e das campanhas de vacina\u00e7\u00e3o contra o HPV.<br \/>\nO c\u00e2ncer colorretal pode ser detectado precocemente por meio de um exame de fezes feito com certa regularidade. E assim por diante.<br \/>\nA quest\u00e3o, portanto, \u00e9 como implementar tantas medidas espec\u00edficas, levando em conta as limita\u00e7\u00f5es financeiras e de recursos presentes em qualquer sistema de sa\u00fade.<br \/>\nMas Coutinho lembra que algumas medidas gerais poderiam trazer benef\u00edcios amplos.<br \/>\n&#8220;Se pensarmos de forma inteligente em maneiras de estimular uma vida mais saud\u00e1vel, muitos casos de c\u00e2ncer poderiam ser prevenidos&#8221;, refor\u00e7a ela.<br \/>\nMesmo com todos esses cuidados, que evitariam cerca de 30% dos tumores, ainda \u00e9 preciso pensar nas outras causas da doen\u00e7a, que envolvem idade, propens\u00e3o gen\u00e9tica e exposi\u00e7\u00e3o a fatores que n\u00e3o podemos controlar diretamente (como polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica ou agrot\u00f3xicos, por exemplo).<br \/>\n&#8220;E h\u00e1 ainda um grupo de tumores sobre os quais n\u00e3o fazemos a menor ideia de como surge ou os fatores de risco por tr\u00e1s deles&#8221;, observa Fregnani.<br \/>\n&#8220;Para completar, ainda temos um desafio mundial de como custear os tratamentos, que ficam cada vez mais caros&#8221;, acrescenta o especialista.<br \/>\n<strong>Um p\u00f3dio em que ningu\u00e9m quer subir<\/strong><br \/>\nO m\u00e9dico S\u00e9rgio Montenegro, membro do Conselho Administrativo da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), v\u00ea a transi\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica como um processo natural \u2014 ainda que infarto, AVC e outras enfermidades que envolvem cora\u00e7\u00e3o e vasos sangu\u00edneos continuem como a causa n\u00famero um de mortes no pa\u00eds.<br \/>\n&#8220;H\u00e1 algumas d\u00e9cadas, as doen\u00e7as infecciosas eram a principal causa de mortalidade no Brasil. \u00c0 medida que as controlamos, as doen\u00e7as cr\u00f4nicas degenerativas, especialmente aquelas ligadas ao cora\u00e7\u00e3o, apareceram mais&#8221;, contextualiza Montenegro.<br \/>\n&#8220;Mas trabalhamos muito para combater isso e reduzir esses n\u00fameros, at\u00e9 porque ningu\u00e9m quer ser esse campe\u00e3o, esse l\u00edder na taxa de mortalidade.&#8221;<br \/>\nMontenegro destaca que muitos fatores de risco para doen\u00e7a cardiovascular \u2014 obesidade, tabagismo, dieta inadequada, sedentarismo\u2026 \u2014 tamb\u00e9m est\u00e3o relacionados ao desenvolvimento de tumores.<br \/>\nPortanto, trabalhar essas quest\u00f5es do estilo de vida tem um benef\u00edcio duplo e pode trazer redu\u00e7\u00f5es em casos e mortes tanto para as enfermidades card\u00edacas quanto para alguns tipos de c\u00e2ncer.<br \/>\nO m\u00e9dico entende que a obesidade representa a principal amea\u00e7a \u00e0s conquistas recentes quando o assunto \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&#8220;J\u00e1 vimos redu\u00e7\u00f5es semelhantes na mortalidade cardiovascular em outros pa\u00edses, mas os n\u00fameros voltaram a subir depois de um tempo&#8221;, destaca ele.<br \/>\n&#8220;Ou seja, as quedas recentes n\u00e3o permitem baixar a guarda. Precisamos cuidar da obesidade, at\u00e9 porque ela traz consigo problemas como diabetes, hipertens\u00e3o e colesterol alto, que aumentam o risco cardiovascular&#8221;, avisa Montenegro.<br \/>\nPor fim, Rezende destaca que o desenvolvimento econ\u00f4mico dos munic\u00edpios apareceu como um fator relevante na an\u00e1lise.<br \/>\n&#8220;As cidades de maior renda est\u00e3o mais adiantadas na transi\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica em rela\u00e7\u00e3o aos munic\u00edpios de menor renda&#8221;, compara ele.<br \/>\nSegundo o especialista, h\u00e1 diversas explica\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para essa diferen\u00e7a.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o podemos ignorar aqui os chamados determinantes sociais da sa\u00fade. A menor renda est\u00e1 associada \u00e0 dificuldade de acesso ao diagn\u00f3stico e ao tratamento adequados. Nesses locais, h\u00e1 tamb\u00e9m maior exposi\u00e7\u00e3o ao cigarro e aos alimentos ultraprocessados&#8221;, avalia ele.<br \/>\n&#8220;Em suma, isso significa que essas regi\u00f5es se beneficiariam muito de pol\u00edticas p\u00fablicas que aumentassem o acesso ao diagn\u00f3stico e ao tratamento, com quedas ainda mais acentuadas na mortalidade por doen\u00e7as cardiovasculares&#8221;, antev\u00ea o pesquisador.<br \/>\nO pr\u00f3prio artigo rec\u00e9m-publicado, inclusive, refor\u00e7a &#8220;a necessidade urgente de o Brasil modificar suas estrat\u00e9gias de sa\u00fade p\u00fablica, enfatizando a preven\u00e7\u00e3o e o controle do c\u00e2ncer sem negligenciar as doen\u00e7as cardiovasculares&#8221;.<br \/>\n&#8220;E as disparidades socioecon\u00f4micas evidentes no ritmo de transi\u00e7\u00e3o entre os munic\u00edpios ressaltam a import\u00e2ncia de interven\u00e7\u00f5es personalizadas&#8221;, concluem os autores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil passa por uma grande transi\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica: aos poucos, o c\u00e2ncer ganha terreno, se torna a principal causa de morte em muitas cidades do pa\u00eds e deixa para tr\u00e1s as doen\u00e7as cardiovasculares, que ficaram no topo desse ranking nas \u00faltimas d\u00e9cadas. 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