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	<title>Blog da Condessa</title>
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	<description>Com Shirley de Souza O’Campos</description>
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	<title>Blog da Condessa</title>
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		<title>Por que o pênis é um termômetro da saúde masculina &#8211; e como prestar atenção em seus sinais de alerta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Blog da Condessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 15:40:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você poderia descrever a disfunção erétil como uma epidemia silenciosa. Segundo diversas pesquisas, ela afeta mais da metade dos homens com mais de 40 anos. Ainda assim, poucos estão dispostos a falar sobre o assunto com as pessoas que amam. Quando o assunto surge em uma conversa, muitas vezes ele é tratado como motivo de piada, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você poderia descrever a disfunção erétil como uma epidemia silenciosa. Segundo <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK562253/">diversas pesquisas</a>, ela afeta mais da metade dos homens com mais de 40 anos. Ainda assim, poucos estão dispostos a falar sobre o assunto com as pessoas que amam.</p>
<p>Quando o assunto surge em uma conversa, muitas vezes ele é tratado como motivo de piada, e não como um sinal precoce de problemas de <a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c340q430z4vt">saúde</a>. No entanto, um número <a href="https://link.springer.com/book/10.1007/978-3-031-98580-5">crescente de estudos</a> sugere que o <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4n4z4vr7yxo">pênis</a> pode funcionar como um indicador da saúde geral do homem. A disfunção erétil, em particular, pode ser um dos primeiros sinais de doenças graves, como diabetes, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e demência.</p>
<p>Segundo o sexólogo Emmanuele Jannini, da Universidade de Roma Tor Vergata (Itália), a disfunção erétil costuma ser um dos primeiros sinais de que algo não vai bem com a saúde. Jannini <a href="https://link.springer.com/book/10.1007/978-3-031-98580-5">organizou recentemente um livro acadêmico que reúne as evidências científicas sobre o tema</a>. Para ele, uma investigação mais cuidadosa da disfunção erétil poderia ajudar médicos a identificar problemas graves de saúde antes que eles agravem.</p>
<p>Mas a <a href="https://www.theurologyfoundation.org/about-us/media/press-releases/dolor-amet/">relutância de muitos homens em falar sobre a própria saúde sexual</a> faz com que essas oportunidades de diagnóstico precoce sejam perdidas.</p>
<p>Veja o que é preciso saber sobre esse problema extremamente comum e por que ele deve servir de alerta para os médicos.</p>
<p><strong>Problemas de circulação</strong></p>
<p>Assim como acontece com muitas condições médicas, a prevalência exata da disfunção erétil depende da forma como ela é definida e medida. Por isso, os estudos apresentam estimativas bastante diferentes: a prevalência global entre <a href="https://bjui-journals.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/bju.14813">homens adultos varia de 3% a 76,5%</a>.</p>
<p>Uma das <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10647654/">maiores e mais detalhadas pesquisas</a> sobre o tema avaliou cerca de 1.200 homens por meio de questionários extensos. O estudo constatou que 39% dos homens de 40 anos apresentavam regularmente algum grau de impotência sexual. Aos 70 anos, essa proporção chegava a 67%.</p>
<p>Em muitos aspectos, a disfunção erétil é um <a href="https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/erectile-dysfunction/symptoms-causes/syc-20355776">problema de circulação sanguínea</a>.</p>
<p>O pênis é formado por duas estruturas esponjosas chamadas <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK513278/">corpos cavernosos</a>, que normalmente permanecem flácidas. Durante a excitação sexual, o cérebro envia sinais que aumentam o fluxo de sangue para essa região. À medida que os corpos cavernosos se enchem, eles comprimem as veias responsáveis por drenar o sangue, fazendo com que ele permaneça no órgão e produza a ereção.</p>
<p>Como um balão ao ser enchido, o pênis aumenta de volume e fica rígido. Qualquer fator que reduza o fluxo de sangue para o órgão pode dificultar a obtenção ou a manutenção da ereção.</p>
<p>Muitas vezes, o problema tem <a href="https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/09637214231192269">origem psicológica</a>. A resposta ao estresse, que envolve hormônios como adrenalina e cortisol, pode provocar a contração dos vasos sanguíneos, impedindo que os corpos cavernosos endureçam. Níveis elevados de estresse também podem interferir na produção de testosterona, <a href="https://academic.oup.com/jsm/article-abstract/22/5/719/8086985?login=false">reduzindo a libido e a excitação sexual</a>. (É importante ressaltar que pessoas com <a href="https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/male-hypogonadism/symptoms-causes/syc-20354881">condições hormonais, como o hipogonadismo</a>, também produzem menos testosterona, o que pode contribuir para o problema.)</p>
<p>Além disso, o estresse costuma vir acompanhado de distração mental, o que pode dificultar a concentração durante a atividade sexual.</p>
<p>Do ponto de vista evolutivo, isso provavelmente teve uma função: se o estresse interrompe a excitação sexual, o organismo preserva energia para lidar com situações de perigo. &#8220;Se o ambiente oferece riscos, é importante não se reproduzir&#8221;, explica Jannini.</p>
<p>Mas no mundo moderno há muitas fontes de estresse que não representam ameaça à sobrevivência. Como consequência, esse mecanismo de proteção pode ser acionado com mais frequência do que o necessário.</p>
<p><strong>Problemas cardíacos e cerebrais</strong></p>
<p>Em muitos casos, a disfunção erétil também pode refletir problemas de saúde mais amplos. Uma das causas é a <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5448724/">aterosclerose</a>, condição em que os vasos sanguíneos endurecem e se estreitam, aumentando o risco de doenças cardiovasculares. Como as artérias do pênis estão entre as menores do corpo, elas costumam ser as primeiras a apresentar problemas. Por isso, a disfunção erétil pode servir como um sinal precoce de doenças cardíacas.</p>
<p>Uma <a href="https://academic.oup.com/jsm/article-abstract/16/7/1005/6980618?redirectedFrom=fulltext">análise recente de dados</a> de 154.794 pessoas constatou que homens com disfunção erétil tinham 59% mais probabilidade de desenvolver doença arterial coronariana e 34% mais risco de sofrer um AVC.</p>
<p>&#8220;Ter uma boa ereção é um bom indicador da saúde dos vasos sanguíneos&#8221;, afirma Michael Carroll, especialista em ciência reprodutiva da Universidade Metropolitana de Manchester, no Reino Unido. Ele é autor do livro <em>Your Nuts: The Science of How They Work and What It Means For Your Fertility</em> (Seus Testículos: A Ciência por Trás do Seu Funcionamento e da Sua Fertilidade, em tradução livre), com lançamento previsto para este ano.</p>
<p>Há ainda indícios de que problemas de saúde do pênis possam servir como um sinal precoce de declínio cognitivo. Um estudo realizado em <a href="https://journals.lww.com/md-journal/fulltext/2015/06030/increased_risk_of_dementia_in_patients_with.31.aspx">Taiwan</a> constatou que homens diagnosticados com disfunção erétil tinham 68% mais probabilidade de desenvolver demência ao longo de sete anos de acompanhamento. Assim como o pênis, o cérebro depende de um bom fluxo sanguíneo para receber nutrientes e eliminar substâncias tóxicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Crédito,Getty Images</p>
<p>Legenda da foto,O endocrinologista Santiago Martinez afirma que a avaliação da disfunção erétil ainda não faz parte da rotina de atendimento de pacientes com diabetes</p>
<p><strong>A relação com o diabetes</strong></p>
<p>Monitorar a disfunção erétil pode ser <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1056872710000425">especialmente importante para pessoas com risco de desenvolver diabetes</a>, doença que afeta os sistemas circulatório e nervoso por diferentes mecanismos. Picos de glicose no sangue, comuns quando a condição não está bem controlada, podem fazer com que o excesso de açúcar se ligue às proteínas das paredes dos vasos sanguíneos. Esse processo, conhecido como glicação, reduz a elasticidade dos vasos e dificulta a circulação do sangue.</p>
<p>Assim como ocorre na aterosclerose, a redução do fluxo sanguíneo afeta primeiro os vasos mais delicados do organismo, entre eles os do pênis.</p>
<p>&#8220;A relação entre diabetes e disfunção erétil é muito forte&#8221;, afirma Bogdan Vlacho, pesquisador do Sant Pau Research Institute, em Barcelona, na Espanha. &#8220;Homens com diabetes tipo 2 têm cerca de três vezes mais probabilidade de desenvolver disfunção erétil do que aqueles sem diabetes.&#8221;</p>
<p>Em uma <a href="https://www.frontiersin.org/journals/clinical-diabetes-and-healthcare/articles/10.3389/fcdhc.2026.1781581/full">revisão recente das evidências científicas</a>, Vlacho também concluiu que pessoas com diabetes e disfunção erétil apresentam um risco significativamente maior de desenvolver &#8220;neuropatia periférica&#8221; — danos nos nervos das mãos e dos pés — do que em pacientes com diabetes sem disfunção erétil. Elas também estão mais sujeitas à retinopatia, que pode levar à cegueira, e à dificuldade de cicatrização de feridas, que em alguns casos pode resultar em amputações.</p>
<p>Apesar disso, a investigação rotineira da disfunção erétil entre pacientes diabéticos ainda não faz parte da prática padrão. &#8220;Há evidências de que os profissionais de saúde não conversam com os pacientes sobre esse assunto&#8221;, afirma Santiago Martinez, endocrinologista da Universidade de Barcelona, na Espanha, e coautor da revisão dos estudos.</p>
<p><strong>Possíveis tratamentos</strong></p>
<p>Uma <a href="https://www.theurologyfoundation.org/about-us/media/press-releases/dolor-amet/">pesquisa realizada</a> pela The Urology Foundation, no Reino Unido, constatou que mais da metade dos homens com disfunção erétil evitava procurar ajuda médica por vergonha ou ansiedade relacionadas ao problema. Cerca de 20% afirmaram que prefeririam ficar um mês sem beber cerveja a consultar um profissional de saúde.</p>
<p>Mas, segundo Carroll, da Universidade Metropolitana de Manchester, no Reino Unido, todos os homens que enfrentam disfunção erétil deveriam buscar orientação médica. Além de aliviar uma fonte importante de sofrimento e estresse, isso pode abrir uma discussão valiosa sobre a saúde geral do paciente, uma conversa que, em alguns casos, pode salvar vidas.</p>
<p>&#8220;É fundamental tratar o problema precocemente&#8221;, afirma Carroll.</p>
<p>Afinal, a disfunção erétil não é uma condição sem tratamento. Medicamentos como o Viagra (sildenafila) promovem a dilatação dos vasos sanguíneos do pênis. Há também<a href="https://academic.oup.com/jsm/article/20/1/38/6986842?login=false"> relatos observacionais</a> sugerindo que pacientes que usam esses medicamentos para melhorar a vida sexual apresentam melhores desfechos cardiovasculares, incluindo menor risco de insuficiência cardíaca, embora isso ainda não tenha sido comprovado em ensaios clínicos.</p>
<p>O Viagra, vale lembrar, foi desenvolvido originalmente como <a href="https://www.nature.com/articles/nrd2030">tratamento cardiovascular para pacientes com hipertensão</a>, antes de os pesquisadores perceberem seu efeito mais conhecido.</p>
<p>Alguns estudos também sugerem que <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11984433/">esses medicamentos podem reduzir o risco de demência</a>. Uma pesquisa que analisou mais de 885 mil pacientes concluiu que o uso dessas drogas estava associado a uma redução de duas vezes no risco de desenvolver doença de Alzheimer.</p>
<p>Mesmo que nenhum tratamento específico seja indicado, relatar a disfunção erétil ao médico permite investigar fatores de <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32286949/">risco comuns para doenças cardiovasculares, como hipertensão e aterosclerose</a>, além de identificar problemas como obesidade, que podem estar prejudicando a saúde vascular.</p>
<p>Além disso, conversar com um médico sobre a disfunção erétil permite investigar fatores de risco comuns para doenças cardíacas, como hipertensão e aterosclerose, além de identificar problemas como obesidade, que podem estar prejudicando a saúde cardiovascular.</p>
<p>Em alguns casos, medidas simples, como mudanças na alimentação e a prática de exercícios físicos, <a href="https://www.health.harvard.edu/mens-health/5-natural-ways-to-overcome-erectile-dysfunction">podem ajudar</a>. Para pessoas com diabetes, controlar os níveis de glicose no sangue é fundamental.</p>
<p>Ainda assim, Martinez e Vlacho ressaltam que as pesquisas sobre os efeitos desses tratamentos na disfunção erétil e na prevenção de outras complicações ainda estão em estágio inicial.</p>
<p>Ao mesmo tempo, identificar as causas da disfunção erétil pode exigir uma investigação mais aprofundada, já que o problema também pode estar relacionado a hábitos como o <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8569536/pdf/publichealth_v7i10e32542.pdf">consumo compulsivo de pornografia</a> e a questões de saúde mental ligadas ao desejo sexual.</p>
<p>&#8220;Quando o homem tem diabetes ou uma doença cardiovascular, geralmente é mais fácil estabelecer a relação e indicar um tratamento&#8221;, afirma Carroll. &#8220;Mas, quando entram em cena fatores de estilo de vida, como consumo de álcool e tabagismo, combinados a aspectos psicológicos ou comportamentais, como o uso excessivo de pornografia, a situação pode ser mais difícil de abordar. Muitas vezes, esses homens não querem falar sobre os seus hábitos.&#8221;</p>
<p><strong>O osso perdido</strong></p>
<p>Mas, além da importância dessas descobertas para a medicina atual, Jannini tem refletido sobre as <a href="https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-031-98580-5_1">possíveis implicações evolutivas</a> do fato de o pênis funcionar como um indicador tão sensível da saúde geral do organismo.</p>
<p>Nesse aspecto, os seres humanos são relativamente incomuns. Nossa capacidade de alcançar uma ereção firme depende do fluxo sanguíneo. A maioria dos outros primatas, incluindo nossos parentes mais próximos, os chimpanzés, possui um osso retrátil chamado baculum, ou osso peniano. Durante a excitação sexual, esse osso ajuda a sustentar a ereção e a manter o órgão rígido. Por isso, a vida sexual desses animais não está tão diretamente ligada ao estado geral de saúde quanto ocorre nos seres humanos.</p>
<p>Por que, então, os homens teriam evoluído de forma a perder o baculum e, com isso, se tornar mais suscetíveis à disfunção erétil? Essa é uma questão que intriga os biólogos evolucionistas há décadas.</p>
<p>Jannini suspeita que a perda do osso peniano pode ter ajudado as mulheres ancestrais da espécie humana a identificar parceiros mais saudáveis e com maior potencial reprodutivo.</p>
<p>&#8220;É muito estranho que tenhamos perdido o osso mais importante para a reprodução, porque nossa resposta sexual é extremamente imprevisível&#8221;, afirma Jannini. &#8220;Mas isso também faz dela o biomarcador perfeito para doenças crônicas.&#8221; (Fonte: BBC Future)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Esporte e acolhimento transformam trajetórias de estudantes da Rede Estadual de MT</title>
		<link>https://blogdacondessa.com.br/blog/educacao/esporte-e-acolhimento-transformam-trajetorias-de-estudantes-da-rede-estadual-de-mt/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Blog da Condessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 09:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Histórias de David, Bernardo e Daviela mostram como a escola pública amplia oportunidades, fortalece vínculos e ajuda a construir projetos de vida Aos 15 anos, David Henrique Oliveira Gomes divide os dias entre aulas, treinos e planos que já vão além dos muros da escola. Aluno da Escola Estadual de Tempo Integral Governador José Fragelli, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Histórias de David, Bernardo e Daviela mostram como a escola pública amplia oportunidades, fortalece vínculos e ajuda a construir projetos de vida</em></p>
<p>Aos 15 anos, David Henrique Oliveira Gomes divide os dias entre aulas, treinos e planos que já vão além dos muros da escola. Aluno da Escola Estadual de Tempo Integral Governador José Fragelli, conhecida como Arena da Educação, em Cuiabá, ele encontrou no judô mais do que uma modalidade esportiva: disciplina, rotina e um caminho para o futuro.</p>
<p>O esporte entrou cedo na vida de David. Aos três anos, incentivado pelo pai, que também é seu sensei, ele começou a dar os primeiros passos no judô. Com o tempo, a prática virou paixão e passou a fazer parte do projeto de vida do estudante.</p>
<p>Na unidade, vocacionada ao esporte, ele encontrou uma rotina que o ajudou a conciliar os estudos com os treinos. “A escola contribui muito para o meu desenvolvimento no judô, porque tem horários específicos para a prática esportiva”, afirma.</p>
<p>A mudança para a escola de tempo integral também teve reflexos fora do tatame. David recorda que passou a organizar melhor o próprio tempo e a levar os estudos com mais responsabilidade.</p>
<p>“Antes da Arena, eu estudava em uma escola de meio período e era mais relaxado. Quando mudei para cá, comecei a focar mais nos estudos, no esporte e na minha rotina. Foi nesse momento que percebi uma mudança nos meus hábitos”, relata.</p>
<p>Entre as lembranças mais marcantes está a participação no Sul-Americano Escolar de 2025. Ao retornar da competição, David recebeu reconhecimento da comunidade escolar e uma moção de aplausos, momento que guarda como prova de que o esforço começava a gerar resultados.</p>
<p>David sonha em se tornar atleta olímpico e servir à Marinha por meio do Programa de Atletas de Alto Rendimento (PAAR). Também considera seguir carreira como oficial da polícia. Para ele, os dois caminhos passam pela escola.</p>
<p>A experiência de David não é isolada. Na mesma unidade, Bernardo Mendes, de 17 anos, aluno do 3º ano do Ensino Médio, também encontrou no esporte uma forma de reorganizar a rotina e ampliar suas perspectivas.</p>
<p>Atleta de badminton, Bernardo conheceu a modalidade na própria escola, durante um rodízio de práticas esportivas. A experiência despertou interesse e, depois, compromisso.</p>
<p>“Tudo mudou, inclusive a forma como eu vivia, porque passei a me organizar melhor e a ter mais foco nos estudos e na prática esportiva”, afirma.</p>
<p>O estudante lembra a conquista do primeiro campeonato como um dos momentos mais importantes de sua trajetória. Segundo ele, foi quando percebeu que não caminhava sozinho.</p>
<p>“Foi nesse momento que percebi que tinha o apoio não apenas dos meus familiares, mas também dos professores e da escola. Todo esse reconhecimento reforçou o valor do ambiente escolar no meu desenvolvimento”, diz.</p>
<p>Segundo a coordenadora da unidade, Ailaidée Santos, o esporte amplia as oportunidades de aprendizagem e contribui para a formação integral dos estudantes. No dia a dia, ela observa mudanças que nem sempre aparecem em rankings, gráficos ou avaliações externas.</p>
<p>Para a coordenadora, os indicadores ajudam a acompanhar a rede, mas não traduzem toda a dimensão do que acontece na escola. “Os números são importantes, mas não conseguem expressar as mudanças de comportamento, o desenvolvimento de valores e o crescimento emocional e social dos estudantes”, afirma.</p>
<p><strong>Acolhimento e oportunidades</strong></p>
<p>Se para David e Bernardo a escola ajudou a transformar o esporte em projeto de vida, para Daviela Valéria Bermudez, ela representou a possibilidade de um recomeço.</p>
<p>Natural da Venezuela, a estudante chegou a Cuiabá durante a pandemia da Covid-19. Matriculada na Escola Estadual Cívico-Militar Leovegildo de Melo, ela encontrou acolhimento logo nos primeiros dias de adaptação.</p>
<p>“Fui bem recebida. Todo o corpo da escola e os meus colegas me trataram bem e me incluíram em todas as atividades”, relembra.</p>
<p>O aprendizado do português veio aos poucos, junto com a adaptação à rotina escolar. Hoje, aos 17 anos e cursando o 3º ano do Ensino Médio, Daviela busca aproveitar as oportunidades que surgem.</p>
<p>O interesse pelos estudos também despertou a vontade de aprender outros idiomas. Além do português, ela estuda inglês e aprende turco e francês.</p>
<p>Os idiomas se conectam aos planos que ela tem para o futuro. Ela pretende cursar Relações Internacionais ou seguir carreira em comércio exterior. Mas há um sonho que carrega um sentido ainda mais pessoal.</p>
<p>“Eu quero contribuir para melhorar o país, inclusive o meu, e também realizar o sonho do meu irmão, que é conhecer o mundo em sua cadeira de rodas”, conta.</p>
<p>Para o professor de Língua Portuguesa Diego Silva, da EECM Leovegildo Melo, uma das maiores conquistas de um educador acontece quando o estudante volta a acreditar que é capaz de aprender.</p>
<p>Ao longo da carreira, ele percebeu que ensinar exige mais do que cumprir o planejamento. É preciso conhecer a realidade dos alunos, suas dificuldades, seus ritmos e as diferentes formas de aprender.</p>
<p>Segundo o professor, alguns avanços aparecem silenciosamente: quando um estudante perde o medo de participar, faz uma pergunta pela primeira vez ou consegue concluir uma atividade que antes parecia impossível.</p>
<p>Diego afirma que continua acreditando na educação pública porque também foi transformado por ela.</p>
<p>“Sou fruto da escola pública. Há 15 anos, eu era estudante no mesmo prédio onde hoje leciono. Foi por meio da educação que alcancei espaços que sempre sonhei em conhecer e conheci realidades muito diferentes da minha”, conta.</p>
<p>“Por trás de cada número há uma história, uma dificuldade, uma superação. Os números não mostram o estudante que trabalha, que ajuda a família ou que está aprendendo uma nova língua enquanto cursa as disciplinas. A escola também é feita de histórias, vínculos, resistências e pequenas conquistas que nem sempre cabem nas estatísticas”, finaliza Diego Silva.</p>
<p>Na avaliação do governador Otaviano Pivetta, educação e esporte têm que andar juntos, porque desde jovem o aluno precisa aprender a ter qualidade de vida e a se cuidar. “Por isso, nós fizemos grandes investimentos na infraestrutura das escolas. Em Mato Grosso, já são 48 quadras entregues e já entregamos 7 CEIs nesse novo padrão, com quadra, piscina e espaços de recreação. A escola precisa ser uma extensão da casa, um lugar de convivência e desenvolvimento das nossas crianças”, disse o governador.</p>
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		<title>Por que o consumo diário de suplementos pode fazer mais mal do que bem</title>
		<link>https://blogdacondessa.com.br/blog/saude/por-que-o-consumo-diario-de-suplementos-pode-fazer-mais-mal-do-que-bem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Blog da Condessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 09:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu não me via como uma grande consumidora de suplementos, mas depois dei uma boa olhada no meu armário. Sem perceber, acumulei várias bolsas de creatina, vitamina D, magnésio, colágeno, um suplemento tudo-em-um e alguns comprimidos projetados para ajudar nos altos e baixos da perimenopausa. Achei que estava imune aos anúncios constantes nas redes sociais. Mas não estava. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não me via como uma grande consumidora de <a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/c340q430z4vt">suplementos</a>, mas depois dei uma boa olhada no meu armário.</p>
<p>Sem perceber, acumulei várias bolsas de <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cnv1e7j1v3zo">creatina</a>, vitamina D, magnésio, <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g0p2dmj4eo">colágeno</a>, um suplemento tudo-em-um e alguns comprimidos projetados para ajudar nos altos e baixos da perimenopausa.</p>
<p>Achei que estava imune aos anúncios constantes nas redes sociais. Mas não estava.</p>
<p>Uma pesquisa recente do grupo de consumidores<em> Which?</em> descobriu que 76% dos entrevistados tomavam pelo menos um suplemento regularmente — o que inclui vitaminas, minerais, ômega-3, probióticos e suplementos de ervas — e quase um quinto tomava quatro ou mais diariamente.</p>
<p>Embora os suplementos possam desempenhar um papel vital na melhoria de nosso bem-estar quando necessário, alguns especialistas alertam que estamos tão ansiosos para otimizar nossa saúde que agora podemos colocá-la em risco.</p>
<p>Eles disseram à BBC que estão atendendo a um número crescente de pacientes e clientes com problemas hepáticos, renais e gastrointestinais que, segundo eles, foram causados por pessoas que tomam um número crescente e uma variedade de suplementos.</p>
<p>Uma nutricionista me disse que é “insano” quantos suplementos as pessoas estão usando.</p>
<p>“Alguns estão começando a pensar que tomar uma pílula é melhor do que comer”, diz ela. “Não é.”</p>
<p>Quando Ginger Smith começou a tomar suplementos há três anos, ela pensou que estava melhorando sua saúde.</p>
<p>Como influenciadora da marca, várias caixas de produtos gratuitos chegavam regularmente à sua porta em Seattle, nos EUA. A jovem de 30 anos tomava os comprimidos, os pós e os géis e depois exaltava seus benefícios on-line.</p>
<p>“Eu tomava altas doses de vitamina C, vitamina D, cúrcuma, um suplemento especial para diminuir o inchaço e bebia regularmente água com eletrólitos”, explica Ginger.</p>
<p>Por alguns anos, ela diz que se sentiu saudável e energizada. Ela não sabia que, na verdade, estava colocando seus rins sob enorme pressão.</p>
<p>Depois de sentir dores lombares intensas, ela foi ao médico, que fez alguns exames de sangue. Em poucos dias, Ginger foi informada de que precisava de um ultrassom.</p>
<p>“Eu estava um pouco preocupada, mas não esperava que me dissessem que eu tinha uma pedra nos rins enorme. Tão grande que me disseram que precisariam operar para removê-la.”</p>
<p>A pedra nos rins media entre dois e três centímetros e havia sido causada, segundo Ginger, pelo coquetel de suplementos diários que ela estava tomando.</p>
<p>“Eu nunca teria pensado que, ao tentar melhorar minha saúde, eu acabaria de uma forma tão ruim”, diz ela. “Felizmente, eu tinha plano de saúde.&#8221;</p>
<p>“Ainda assim me custou $6.000 (R$ 30,9 mil). Sem o plano, poderia ter sido $35.000 (R$ 180,3 mil).”</p>
<p>O gastroenterologista Pedro de Maria Pallares, do Hospital Universitário La Paz, em Madri, diz que um número cada vez maior de pacientes vem até ele com problemas hepáticos causados por suplementos de ervas.</p>
<p>“Perguntamos ao paciente se ele está tomando medicamentos. “Não”, dizem eles.</p>
<p>“Então temos que fazer um processo de eliminação. Depois de descartarmos tudo, perguntamos novamente e eles dizem: &#8216;Bem, eu tomo vários suplementos diferentes&#8217;.”</p>
<p>Pesquisas nos EUA sugerem que 20% de todos os casos de danos ao fígado são causados por uma mistura de suplementos fitoterápicos e dietéticos.</p>
<p>Aqueles que são particularmente tóxicos para o fígado quando tomados em altas doses incluem vitamina A, glutamina, ashwagandha e extrato de chá verde.</p>
<p>O fígado pode se recuperar, mas o uso prolongado pode causar doenças crônicas.</p>
<p>O British Liver Trust (instituição sem fins lucrativos do Reino Unido focada na saúde do fígado) afirma que, embora haja poucos dados no país, tem havido casos de lesão hepática por causa de suplementação excessiva. A instituição pede às pessoas que considerem “se os benefícios potenciais superam os possíveis riscos”.</p>
<p>“Os suplementos podem mudar positivamente a vida”, diz Karan Rajan, cirurgião do NHS (o sistema público de saúde inglês) que cria conteúdo científico e de saúde para mídias sociais. “Mas todo suplemento merece ceticismo até que se prove o contrário.”</p>
<p>Nos últimos anos, Rajan diz que se tornou mais aberto em relação aos suplementos &#8211; tanto que lançou sua própria marca de suplementos de fibra &#8211; e acredita que eles podem ter um lugar na dieta das pessoas quando usados com sabedoria.</p>
<p>“Eu vi as evidências crescerem quando se trata de suplementos diferentes”, diz ele. “Sabemos que nosso solo não é tão denso em nutrientes quanto era décadas atrás &#8211; então, uma cenoura na década de 1950 será muito mais rica em nutrientes do que uma cenoura de 2026.”</p>
<p>Rajan toma vitamina D, um prebiótico, proteína, fibra e creatina, no que ele descreve como uma “pilha de suplementos”, para áreas onde ele poderia ter uma deficiência.</p>
<p>Ele diz que o equilíbrio funciona para ele, mas há riscos em misturar suplementos e os médicos agora atendem, com frequência, pacientes que tomam vários suplementos e pedem conselhos sobre quais tomar.</p>
<p>“Os pacientes podem não perceber que estão duplicando ingredientes, excedendo as quantidades recomendadas ou tomando produtos que podem interagir com medicamentos prescritos”, diz a professora Victoria Tzortziou Brown, presidente do Royal College of GPs (associação e órgão regulador de padrões para médicos de clínica geral no Reino Unido, ou general practitioners). “Nem sempre mais é melhor.”</p>
<p>Tomar um multivitamínico junto com um suplemento de vitamina B6, por exemplo, pode levar a uma dose dupla, e o excesso de vitamina B6 por um longo período de tempo pode resultar em danos nos nervos.</p>
<p>Tomar um coquetel de ferro, cálcio e magnésio juntos pode reduzir as taxas de absorção.</p>
<p>E algumas vitaminas, como A, D, E e K, são lipossolúveis, então o corpo as armazena por mais tempo, então pode não ser necessário tomá-las diariamente.</p>
<p>“As redes sociais estão convencendo as pessoas de que precisam desses suplementos para alcançar a saúde”, diz a nutricionista britânica Kristen Stavridis, que acha que está travando uma batalha perdida, “mas, na maioria das vezes, isso simplesmente não é verdade”.</p>
<p>Para um adulto sem problemas de saúde subjacentes, ela recomenda uma dieta balanceada, com suplementos de vitamina D nos meses de inverno e talvez um multivitamínico e óleo de peixe, se necessário.</p>
<p>Para algumas mulheres, que têm maior probabilidade de ter deficiência de ferro, os suplementos podem ajudar, mas devem ser tomados apenas por um curto período de tempo até que os níveis se recuperem.</p>
<p>A principal mensagem de Stavridis é priorizar os alimentos e, se você acha que é deficiente em um determinado nutriente, consulte um médico, pois não deve presumir que um suplemento o resolverá.</p>
<p>Certifique-se de verificar as quantidades diárias recomendadas no rótulo, acrescenta a especialista, e verifique se seus suplementos não estão em conflito com nenhum medicamento prescrito.</p>
<p>Demorou vários meses para Ginger se recuperar da operação para remover a pedra nos rins. Ela está se sentindo saudável novamente e está de volta ao trabalho.</p>
<p>“O engraçado é que eu me sinto tão energizada e saudável quanto quando estava tomando todos esses suplementos diferentes&#8221;, diz.</p>
<p>“Agora eu só tomo um multivitamínico por dia. E espero que seja bom o suficiente.” (Fonte BBC News)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A permanência e o protagonismo de Mato Grosso na força produtiva no campo</title>
		<link>https://blogdacondessa.com.br/blog/agronegocio/a-permanencia-e-o-protagonismo-de-mato-grosso-na-forca-produtiva-no-campo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Blog da Condessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 09:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estado lidera produção de algodão, soja e milho há décadas e reforça domínio na safra 2025/26 Mato Grosso consolida, na safra 2025/26, uma posição que já dura décadas no agronegócio brasileiro. O estado é o maior produtor nacional de algodão em pluma desde a safra 1997/98, de soja desde 1999/00 e de milho desde 2012/13, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Estado lidera produção de algodão, soja e milho há décadas e reforça domínio na safra 2025/26</em></p>
<p>Mato Grosso consolida, na safra 2025/26, uma posição que já dura décadas no agronegócio brasileiro. O estado é o maior produtor nacional de algodão em pluma desde a safra 1997/98, de soja desde 1999/00 e de milho desde 2012/13, sequências de liderança que chegam a quase três décadas em uma das culturas e que seguem inabaladas mesmo diante de ajustes climáticos registrados na temporada atual.</p>
<p>Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta para o estado uma colheita total de aproximadamente 111,3 milhões de toneladas na safra 2025/26, sobre uma área cultivada de 22,76 milhões de hectares, crescimento de 2,1% em relação à safra anterior. Atualmente, Mato Grosso responde por cerca de 31% de toda a produção nacional de grãos, mantendo-se como o principal polo agrícola do país.</p>
<p>Na soja, Mato Grosso não apenas manteve a liderança pela 26ª safra consecutiva como registrou o melhor resultado de sua história. A produção final atingiu 51,6 milhões de toneladas, superando as 51,3 milhões de toneladas da temporada anterior e representando crescimento de 0,6%.</p>
<p>As colheitas de algodão e milho ainda estão em andamento. No algodão em pluma, Mato Grosso lidera o ranking nacional desde a safra 1997/98, sequência que soma 29 safras consecutivas de liderança nacional. Já na produção de milho, o Estado ocupa a primeira posição desde a safra 2012/13, mantendo a liderança há 14 safras consecutivas.</p>
<p>Além da força produtiva no campo, a permanência de Mato Grosso na liderança nacional também está associada a políticas públicas voltadas ao fortalecimento do agronegócio. O Proalmat, programa de incentivo fiscal voltado ao desenvolvimento da cadeia do algodão e à melhoria da qualidade da pluma, ajudou a criar um ambiente mais competitivo e seguro para investimentos no setor.</p>
<p>Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, a sequência de lideranças é resultado de uma construção contínua entre poder público e setor produtivo.</p>
<p>“Liderar a produção de algodão por quase 30 anos, de soja por 26 safras consecutivas e de milho há 14 safras não é coincidência. É o resultado de um ambiente produtivo que Mato Grosso foi consolidando ao longo do tempo, com investimento em infraestrutura, acesso a crédito, programas de incentivo fiscal, um bom ambiente de negócios e condições para que o produtor possa planejar e crescer safra após safra. Esses números refletem a confiança de quem produz e o compromisso do estado em sustentar esse protagonismo.”</p>
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		<title>Temporada de Recitais do Instituto Ciranda: momentos de celebração artística</title>
		<link>https://blogdacondessa.com.br/blog/cultura/temporada-de-recitais-do-instituto-ciranda-momentos-de-celebracao-artistica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Blog da Condessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 09:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vem aí a Temporada de Recitais 2026 do Instituto Ciranda que acontece até o dia 30 de junho. Estudantes dos polos de ensino da instituição apresentam ao público o resultado do trabalho desenvolvido ao longo do ano. A programação contempla apresentações em Cuiabá, Rondonópolis, Poconé e na comunidade de João Carro, em Chapada dos Guimarães, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Vem aí a Temporada de Recitais 2026 do Instituto Ciranda que acontece até o dia 30 de junho. Estudantes dos polos de ensino da instituição apresentam ao público o resultado do trabalho desenvolvido ao longo do ano.</p>
<p>A programação contempla apresentações em Cuiabá, Rondonópolis, Poconé e na comunidade de João Carro, em Chapada dos Guimarães, reunindo crianças, adolescentes e jovens músicos em recitais dedicados ao canto coral, musicalização e também aos principais instrumentos que compõem uma orquestra.</p>
<p>Mais do que momentos de celebração artística, os recitais representam uma importante etapa do processo de aprendizagem dos estudantes, proporcionando experiências de palco, interação com o público e valorização do desenvolvimento musical conquistado ao longo das aulas.</p>
<p>Um momento especial, quando os conteúdos que foram trabalhados em sala de aula, ganham vida no palco. “Além do crescimento técnico, os recitais fortalecem os laços entre alunos, professores, familiares e a comunidade. As apresentações valorizam o trabalho desenvolvido no instituto e ajudam a desenvolver habilidades importantes, como responsabilidade, colaboração e convivência em grupo”, avalia Robson da Silva, coordenador pedagógico do Instituto Ciranda.</p>
<p>Entre os destaques está o concerto especial da Orquestra Primeira Ciranda e da Orquestra CirandaMundo de Rondonópolis, marcado para o dia 25 de junho, no Sest Senat, além do Recital de Câmara, que será realizado no dia 27, na Casa de Bembem, em Cuiabá, e do concerto da Orquestra Jovem Sesc Poconé, encerrando a temporada no dia 30 de junho.</p>
<p>Aqui na capital, além dos recitais no Cine Teatro, também serão realizados recitais de música de câmara com acompanhamento de piano na Casa de Bembem. “Essa proposta é voltada especialmente aos alunos que já se encontram em um nível mais avançado, oferecendo a oportunidade de vivenciar desafios técnicos e musicais mais complexos em um formato mais intimista. Temos certeza que será um momento especial de aprendizado, crescimento e celebração da música”, afirma Robson Silva.</p>
<p>Com entrada gratuita, os recitais são abertos à comunidade e representam uma oportunidade para que familiares, amigos e apreciadores da música acompanhem de perto o talento e a dedicação dos estudantes atendidos pelo Instituto Ciranda. Já os concertos da orquestra, têm entrada gratuita mediante a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis.</p>
<p>Em 2026, o Instituto Ciranda completa 23 anos de atividades em Mato Grosso e tem como principais mantenedores o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), Ministério da Cultura e Bom Futuro. A Temporada 2026 também conta com o importante apoio de empresas e parceiros como Sicoob, AMPA, Ruhling, Editora Entrelinhas, Teatro Zulmira Canavarros, Secretaria de Integração Social e Cidadania da ALMT, Criativa Humana, UFMT, Prefeitura de Chapada dos Guimarães e Juara Foundation.</p>
<p><strong>Programação</strong></p>
<ul>
<li>20/06  – 10h – Chapada dos Guimarães – Cine Cerrado</li>
<li>21/06 – 9h – Cuiabá – Cine Teatro Cuiabá (Musicalização e Coral) | 15h – Cuiabá – Cine Teatro Cuiabá (Sopros)</li>
<li>22/06 – 19h30 – Rondonópolis – Sest Senat (Musicalização, Coral, Sopros e Percussão)</li>
<li>23/06 – 19h30 – Rondonópolis – Sest Senat (Cordas)</li>
<li>25/06 – 19h30 – Rondonópolis – Sest Senat (Concerto Especial das Orquestras)</li>
<li>27/06 – 18h30 – Cuiabá – Casa de Bembem (Recital de Câmara)</li>
<li>28/06 – 9h – Cuiabá – Cine Teatro Cuiabá (Cordas) | 15h – Cuiabá – Cine Teatro Cuiabá (Percussão)</li>
<li>30/06 – 19h – Poconé – Sesc Poconé (Concerto da Orquestra Jovem)</li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Concurso visa reconhecer os melhores cafés mato-grossenses e incentivar a produção de qualidade</title>
		<link>https://blogdacondessa.com.br/blog/cidades/concurso-visa-reconhecer-os-melhores-cafes-mato-grossenses-e-incentivar-a-producao-de-qualidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Blog da Condessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 21:39:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Colniza, no noroeste de Mato Grosso, sedia neste sábado (20), às 8h, o lançamento do 1º Concurso de Qualidade do Café de Mato Grosso. A solenidade será realizada no Ginásio Esportivo, ao lado do Centro Cultural, e reunirá produtores, técnicos, lideranças do setor e representantes de instituições parceiras. Promovido pelo Governo de Mato Grosso, por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Colniza, no noroeste de Mato Grosso, sedia neste sábado (20), às 8h, o lançamento do 1º Concurso de Qualidade do Café de Mato Grosso. A solenidade será realizada no Ginásio Esportivo, ao lado do Centro Cultural, e reunirá produtores, técnicos, lideranças do setor e representantes de instituições parceiras.</p>
<p>Promovido pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), com apoio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e parceria do Sebrae Mato Grosso, o concurso tem como objetivo valorizar as origens do café produzido no Estado, incentivar a melhoria da qualidade dos grãos e ampliar as oportunidades de mercado para os produtores.</p>
<p>A iniciativa integra as ações de fortalecimento da agricultura familiar e de incentivo à cadeia produtiva do café, atividade que vem crescendo e conquistando reconhecimento pela qualidade dos grãos produzidos em diversas regiões mato-grossenses.</p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p>Evento: Lançamento do 1º Concurso de Qualidade do Café de Mato Grosso</p>
<p>Data: 20 de junho, às 8h</p>
<p>Local: Ginásio Esportivo, ao lado do Centro Cultural, em Colniza (MT)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Arraiá no Museu acontece em um ambiente cercado pela natureza e pela história</title>
		<link>https://blogdacondessa.com.br/blog/cidades/arraia-no-museu-acontece-em-um-ambiente-cercado-pela-natureza-e-pela-historia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Blog da Condessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 09:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Programação especial da Feira Permanente do Museu de História Natural de Mato Grosso acontece no dia 21 de junho, com atrações juninas O clima das festas juninas vai tomar conta do Museu de História Natural de Mato Grosso (MHNMT), neste domingo, 21 de junho, durante uma edição especial da Feira Permanente do Museu. Com entrada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Programação especial da Feira Permanente do Museu de História Natural de Mato Grosso acontece no dia 21 de junho, com atrações juninas</p>
<p>O clima das festas juninas vai tomar conta do Museu de História Natural de Mato Grosso (MHNMT), neste domingo, 21 de junho, durante uma edição especial da Feira Permanente do Museu. Com entrada gratuita, das 8h às 17h, o tradicional espaço cultural de Cuiabá promove o &#8220;Arraiá no Museu&#8221;, reunindo gastronomia típica, com 50 feirantes, música ao vivo, brincadeiras, oficina criativa e atrações para toda a família em um ambiente cercado pela natureza e pela história.</p>
<p>Um dia para celebrar as tradições juninas, reunir a família, encontrar os amigos e aproveitar o Museu de um jeito diferente, com traje, decoração e comidas diversas.</p>
<p>O Museu é gerido pelo Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (ECOSS), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), desenvolvendo ações permanentes de pesquisa, preservação da memória, educação patrimonial e valorização da cultura mato-grossense.</p>
<p>A proposta do Arraiá no Museu é justamente unir tradição, conhecimento e diversão em um ambiente acolhedor, onde visitantes de todas as idades possam apreciar enquanto exploram um dos mais importantes patrimônios históricos e culturais do Estado, do século 19, que se conecta com o Rio Cuiabá, no coração da cidade, localizado na Avenida Manoel José de Arruda, nº 2.000, n capital mato-grossense.</p>
<p><strong>*PROGRAMAÇÃO DO ARRAIÁ NO MUSEU*</strong></p>
<p>A programação especial promete encantar o público com atividades que resgatam as tradições juninas e fortalecem o convívio familiar. Entre as atrações estão pescaria, corrida de saco, corrida do ovo na colher, dança das cadeiras e bingo, além da apresentação ao vivo do sanfoneiro Sandmario com o tecladista Zé Carneiro, que garantirá o autêntico clima de São João. As atrações lúdicas com as crianças será das 9h30 ao meio-dia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Arraiá integra a programação da Feira Permanente do Museu, em sua terceira edição, e que, todos os domingos, reunirá pequenos empreendedores da gastronomia, artesanato e economia criativa regional, oferecendo ao público uma experiência que valoriza a produção local, a cultura e o lazer em um dos espaços mais emblemáticos de Mato Grosso.</p>
<p>Um dos destaques da programação gratuita é a Oficina &#8220;Arraiá Sustentável: customização e retalhos&#8221;, ministrada pela pedagoga e especialista em artes-manuais para educação, Alice Pereira, das 14h às 15h30. A atividade ensinará técnicas simples e criativas para customizar roupas juninas utilizando tecidos reaproveitados e retalhos, incentivando práticas sustentáveis e a criatividade.</p>
<p>Mais do que um espaço de exposições, o Museu de História Natural de Mato Grosso é um lugar para aprender, conviver, brincar e criar memórias. Instalado na histórica Casa Dom Aquino, construída em 1842, o local oferece uma experiência única que conecta patrimônio, ciência, cultura e natureza às margens do Rio Cuiabá.</p>
<p>Os visitantes também poderão conhecer exposições de paleontologia, arqueologia e cultura indígena, além de réplicas de dinossauros que habitaram Mato Grosso há milhões de anos, como o Titanossauro e o Pycnonemosaurus nevesi. O espaço conta ainda com amplo jardim, lago com carpas, cafeteria, loja de artesanato indígena e parquinho infantil.</p>
<p><strong>*SERVIÇO*</strong></p>
<p>O Museu de História Natural de Mato Grosso funciona de terça a domingo, das 8h às 18h, com ingressos a R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia). Agora conta com as Feiras Permanentes todos os domingos, das 8h às 17h, com entrada gratuita mantida, também nos feriados.</p>
<p>Durante a semana o Museu é frequentado por diversos estudantes, por meio de agendamento, além de turistas e população em geral.</p>
<p>Mais informações e inscrições podem ser acessadas pelo Instagram @museuhistorianaturalmt ou pelo telefone (65) 99686-7701.</p>
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		<item>
		<title>A integração entre o esporte e a valorização da cultura migrante em Mato Grosso</title>
		<link>https://blogdacondessa.com.br/blog/esporte/a-integracao-entre-o-esporte-e-a-valorizacao-da-cultura-migrante-em-mato-grosso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Blog da Condessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 14:46:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cine Teatro Cuiabá exibe jogo entre Brasil e Haiti com celebração da cultura migrante em MT Além da transmissão do jogo, evento gratuito contará com apresentações artísticas e comercialização de comidas e artesanatos da comunidade haitiana O Cine Teatro Cuiabá fará, nesta sexta-feira (19.6), a transmissão da partida entre Brasil e Haiti pela Copa do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cine Teatro Cuiabá exibe jogo entre Brasil e Haiti com celebração da cultura migrante em MT</em></p>
<p>Além da transmissão do jogo, evento gratuito contará com apresentações artísticas e comercialização de comidas e artesanatos da comunidade haitiana</p>
<p>O Cine Teatro Cuiabá fará, nesta sexta-feira (19.6), a transmissão da partida entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo da Fifa 2026. Com início às 18h, a programação especial no equipamento cultural da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) busca proporcionar integração entre o esporte e a valorização da cultura migrante em Mato Grosso. A entrada é gratuita.</p>
<p>A transmissão será realizada em telões de nove metros instalados no foyer (hall) e no teatro principal. O teatro principal possui capacidade para 510 pessoas, incluindo espaços destinados a pessoas com deficiência, enquanto o foyer pode receber cerca de 70 participantes.</p>
<p>Promovido a partir de solicitação da Organização de Suporte das Atividades dos Migrantes no Brasil (OSAMB), o evento gratuito celebra a força da comunidade migrante no Estado, com apresentações artísticas e a comercialização de comidas típicas e artesanatos produzidos pela comunidade haitiana. A agenda inclui performance teatral do ator Metkoze e discotecagem com DJ Neguinho.</p>
<p>“Mato Grosso possui uma riqueza cultural imensa e a cultura dos migrantes faz parte da nossa diversidade. Com essa transmissão, temos uma excelente oportunidade de vivenciar aspectos da cultura do Haiti, enquanto acompanhamos a partida do maior evento esportivo do planeta. Será um momento importante de convivência entre diferentes comunidades presentes em Mato Grosso”, destaca o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura.</p>
<p><strong>Outras programações no fim de semana</strong></p>
<p>No sábado e no domingo (20 e 21.6), às 16h e às 19h, o Cine Teatro Cuiabá recebe a peça &#8220;A Ideia Luminosa do Seu Tomás e o Pequeno Edson&#8221;. Em teatro de sombras, o espetáculo aborda saberes novos e antigos para discutir o consumo consciente de tecnologia a partir da obra “Seu Tomás e o Pequeno Edson”, do escritor Airton Lacerda.</p>
<p>Os ingressos são gratuitos, mas devem ser reservados previamente pelo site ou retirados diretamente na bilheteria do Cine Teatro Cuiabá, uma hora antes do início do espetáculo.</p>
<p>No domingo (21), o espaço receberá os recitais de encerramento do semestre de classes do Instituto Ciranda, em que estudantes dos polos de ensino da instituição apresentam o resultado do trabalho desenvolvido no período.</p>
<p>As turmas de Musicalização e Coral se apresentam às 9h, e as de Sopro, às 15h. A entrada é gratuita e aberta ao público.</p>
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		<title>Campanha une educação ambiental e incentivo à participação popular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Blog da Condessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 13:38:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ação de plantio de árvores em troca de figurinhas da copa  será lançada neste domingo A Prefeitura de Cuiabá vai realizar, no próximo domingo (21), às 8h, o primeiro mutirão de plantio de árvores da campanha que une educação ambiental e incentivo à participação popular. A ação ocorrerá no Parque Tia Nair e contará com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ação de plantio de árvores em troca de figurinhas da copa</em></p>
<p><em> será lançada neste domingo</em></p>
<p>A Prefeitura de Cuiabá vai realizar, no próximo domingo (21), às 8h, o primeiro mutirão de plantio de árvores da campanha que une educação ambiental e incentivo à participação popular. A ação ocorrerá no Parque Tia Nair e contará com a distribuição de pacotes de figurinhas para crianças e participantes que contribuírem com o plantio das mudas. A ação é aberta para toda população.</p>
<p>A iniciativa foi anunciada pelo prefeito Abilio Brunini como uma forma de estimular a arborização urbana e aproximar as famílias das ações de preservação ambiental desenvolvidas pelo município. A Prefeitura fornecerá as mudas e o suporte técnico para o plantio, enquanto empresas parceiras irão colaborar com a distribuição dos brindes.</p>
<p>A proposta busca transformar o cuidado com o meio ambiente em uma atividade educativa e divertida, incentivando a participação das crianças e promovendo a conscientização sobre a importância das árvores para a qualidade de vida da população.</p>
<p>“O objetivo é envolver as famílias em uma ação positiva para a cidade. Vamos oferecer as mudas, orientação técnica e contar com o apoio dos parceiros para incentivar a participação da população. Cada árvore plantada representa um investimento no futuro de Cuiabá e na qualidade de vida das próximas gerações”, destacou o prefeito Abilio Brunini.</p>
<p>A campanha integra as ações ambientais desenvolvidas pela gestão municipal e deverá ser ampliada para outros parques e bairros da capital nos próximos meses. Além do plantio, os participantes receberão orientações sobre os cuidados necessários para o desenvolvimento das mudas e sobre a importância da arborização para o equilíbrio ambiental urbano.</p>
<p>Empresas interessadas em apoiar a iniciativa poderão participar por meio da doação de brindes e materiais educativos, fortalecendo a parceria entre o poder público, a iniciativa privada e a comunidade em ações voltadas à sustentabilidade.</p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>Evento:</strong> Mutirão de plantio de árvores com distribuição de figurinhas<br />
<strong>Data:</strong> Domingo, 21 de junho<br />
<strong>Horário:</strong> 8h<br />
<strong>Local:</strong> Parque Tia Nair – Cuiabá</p>
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		<title>A eliminação do câncer de pele com precisão em tempo real</title>
		<link>https://blogdacondessa.com.br/blog/artigos/a-eliminacao-do-cancer-de-pele-com-precisao-em-tempo-real/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Blog da Condessa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 09:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um país onde o câncer de pele é o tipo de tumor mais frequente, a busca por tratamentos cada vez mais precisos torna-se tão importante quanto o diagnóstico precoce da doença. No mês conhecido como Junho Preto, dedicado à conscientização sobre o câncer de pele do tipo melanoma, um dos avanços que mais chama [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um país onde o câncer de pele é o tipo de tumor mais frequente, a busca por tratamentos cada vez mais precisos torna-se tão importante quanto o diagnóstico precoce da doença. No mês conhecido como Junho Preto, dedicado à conscientização sobre o câncer de pele do tipo melanoma, um dos avanços que mais chama a atenção acontece dentro do próprio centro cirúrgico: a possibilidade de identificar, em tempo real, se o tumor foi completamente removido. Na Cirurgia Micrográfica de Mohs, considerada a técnica mais precisa para os tipos mais comuns de câncer de pele, o microscópio entra em campo para permitir que decisões sejam tomadas enquanto o procedimento ainda está em andamento.</p>
<p>De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. Entre eles, os cânceres de pele não melanoma continuam liderando as estatísticas nacionais. Já o melanoma, embora menos frequente, permanece como o tipo mais agressivo da doença por conta da sua maior capacidade de disseminação para outros órgãos.</p>
<p>Em uma área da medicina onde tempo e precisão podem fazer toda a diferença, o diagnóstico anatomopatológico em tempo real vem mudando a forma como alguns tumores são tratados. Em vez de remover a lesão e aguardar dias pelo resultado definitivo do laboratório, é possível fazer o diagnóstico em tempo real e fornecer informações que orientam a cirurgia enquanto ela acontece.</p>
<p>Nesse contexto, a Cirurgia Micrográfica de Mohs tornou-se referência mundial para o tratamento dos tipos mais comuns de câncer de pele. Considerada atualmente a técnica mais precisa para esses tumores, ela alcança taxas de cura que podem chegar a 99% nos casos tratados pela primeira vez. O principal diferencial está na análise microscópica de praticamente 100% das margens cirúrgicas durante o próprio procedimento.</p>
<p>Na prática, o cirurgião remove o tumor em camadas muito finas. Cada fragmento é imediatamente processado, mapeado e examinado ao microscópio. Enquanto o paciente permanece no centro cirúrgico, é possível identificar exatamente onde ainda existem células tumorais. Se algum foco residual for encontrado, apenas aquela área específica é novamente removida. O processo se repete até que todas as margens estejam livres da doença. O que parece um detalhe técnico produz impactos significativos para o paciente.</p>
<p>Na cirurgia convencional, o tecido retirado é encaminhado ao laboratório e apenas amostras representativas das margens são analisadas. Já na técnica micrográfica, praticamente toda a periferia e a profundidade da peça cirúrgica são examinadas. Isso reduz de forma significativa a possibilidade de células tumorais passarem despercebidas e diminui a necessidade de novas intervenções futuras.</p>
<p>Outro benefício relevante é a preservação do tecido saudável. Em regiões delicadas da face, como nariz, pálpebras, lábios e orelhas, poucos milímetros podem representar grande diferença tanto do ponto de vista funcional quanto estético. Como a retirada adicional ocorre somente nos locais onde o microscópio identifica a presença de tumor, evita-se a remoção desnecessária de pele sadia.</p>
<p>Estudos internacionais demonstram que a Cirurgia Micrográfica de Mohs pode preservar entre 46% e 86% mais tecido saudável do que as margens convencionais utilizadas em determinados tumores faciais. Isso frequentemente resulta em reconstruções menores, cicatrizes mais discretas e melhores resultados funcionais e estéticos.</p>
<p>Mas talvez o aspecto mais relevante dessa conduta seja a mudança de paradigma que ela representa. Durante décadas, o diagnóstico e o tratamento foram etapas separadas. Primeiro vinha a cirurgia. Depois, o laboratório. Por fim, o resultado. Hoje, em procedimentos cada vez mais sofisticados, essas etapas já se fundem. O microscópio torna-se uma extensão do ato cirúrgico, permitindo decisões mais rápidas, precisas e seguras.</p>
<p>Essa integração entre cirurgiões e patologistas beneficia diretamente o paciente. Ao reduzir a chance de permanência de células tumorais, diminuir a necessidade de novas cirurgias e preservar o máximo possível de tecido saudável, o tratamento torna-se mais eficiente tanto do ponto de vista oncológico quanto funcional e estético.</p>
<p>Naturalmente, nenhum avanço tecnológico substitui os cuidados básicos. O uso diário de protetor solar, a proteção contra a radiação ultravioleta e a avaliação médica diante de manchas ou lesões suspeitas continuam sendo fundamentais. Alterações de tamanho, cor, formato ou bordas devem sempre ser investigadas.</p>
<p>Mas é importante que a população saiba que os avanços no combate ao câncer de pele não acontecem apenas na prevenção ou no diagnóstico precoce. Eles também estão na capacidade de tratar a doença com níveis cada vez maiores de precisão.</p>
<p>Se durante muito tempo a medicina precisou esperar dias para saber se um tumor havia sido totalmente removido, hoje o microscópio já consegue responder a essa pergunta enquanto a cirurgia ainda está acontecendo. E quando cada milímetro de pele preservada e cada célula tumoral eliminada fazem diferença, essa resposta imediata deixa de ser apenas um avanço tecnológico para se tornar um avanço humano.</p>
<p><strong><em>*Carlos Aburad é médico patologista.</em></strong></p>
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